

Tinha pensado em preparar uma crónica sobre as boas práticas autárquicas, com o título acima, abordando as vocações dos eleitos, em especial presidentes, vice-presidente de câmara, administradores e outros malfeitores.

Muita gente se recorda dos presentes dados por banqueiros e sucateiros, em troca de favores feitos pelos administradores e governantes. Apenas recordo dois exemplos (um grande presente e um pequeno presente): os milhões doados por um grande construtor a um banqueiro, Ricardo Salgado e uma (só) caixita de robalos que Armando Vara confessou ter recebido de um célebre sucateiro.
Os presentes oferecidos a nível nacional não podem ser comparados com alguns presentes num pequeno município semiurbano e rural, como é o caso do concelho de Azambuja. Mas que tem havido favores, tem. Apesar de não ter sido precedido de qualquer estudo de viabilidade económica, o município de Azambuja, em Maio de 2009, ofereceu um fato à Águas de Azambuja (AdAz).
Dirão alguns leitores: mas oferecer um fato nem sequer pode ser considerado um grande presente, apenas poderá ser entendido como prova de um bom relacionamento pessoal entre autarcas e empresários. Pois é. Mas vamos aprofundar a língua portuguesa e vejamos o significado da palavra fato: a generalidade dos portugueses considera o fato apenas um invólucro para bem vestir uma mulher ou um homem; mas se verificarmos no dicionário, encontramos outro significado para fato – substantivo coletivo que designa um conjunto de cabras (aceita-se também a designação de manada).
Pois é assim caros leitores: o ex-presidente Joaquim Ramos, acompanhado pelo atual presidente Luís de Sousa, pelo vice-presidente Silvino Lúcio e por outros, fizeram de nós (os consumidores de água) um fato ou manada de cabras; seguram-nos até agora, para que a AdAz pudesse mamar à vontade nas nossas algibeiras, porque não temos tetas. Tal como canta o Quim Barreiras: mamam sempre, durante meses e anos, à hora que querem, como se as cabritas fossem deles.
Sendo eu do entendimento que que nem sempre há contrapartidas pelos favores prestados e como Azambuja está à beira Tejo e nada indica que ali haja robalos, será que, ainda assim, algum autarca ou algum consumidor de água já recebeu como recompensa a oferta de alguma fataça?
Concordando com o Nuno Cláudio, está na hora dos eleitores do concelho de Azambuja afastarem o PS da governação do município de Azambuja, substituindo os guardadores de cabras e violadores dos direitos dos animais (exemplo: os toiros) escolhendo a CDU, que apresenta como cabeça de lista David Mendes, presentemente mais dialogante e mais perto de uma ligação consensual com os eleitores, pois é o candidato mais bem preparado para vir a ser eleito como presidente da Câmara Municipal de Azambuja.




















