PS de Azambuja e o desespero pelos ordenados da Câmara

O PS de Azambuja bateu no fundo. Chegou a um patamar confrangedor de ausência de ideias e de pudor, e tudo o que interessa aos actuais representantes de topo deste histórico partido naquele município está relacionado com a manutenção dos empregos e dos vencimentos a estes associados. A Luís de Sousa, Silvino Lúcio e companhia nada mais importa do que assegurar o emprego e o respectivo ordenado.

Luís de Sousa e Silvino Lúcio levaram o PS de Azambuja a bater no fundo

O PS de Azambuja bateu no fundo. Chegou a um patamar confrangedor de ausência de ideias e de pudor, e tudo o que interessa aos actuais representantes de topo deste histórico partido naquele município está relacionado com a manutenção dos empregos e dos vencimentos a estes associados. A Luís de Sousa, Silvino Lúcio e companhia nada mais importa do que assegurar o emprego e o respectivo ordenado.

O Partido Socialista tem responsabilidades em Azambuja. Desde 1985 que o povo deste concelho confia no PS para a governação da edilidade, e de 2001 até 2013 o partido obteve sucessivas maiorias absolutas. Com Joaquim Ramos a governação do município ao menos atingiu um patamar razoável de aparente dignidade, pese todas as histórias de bastidores que escapam ao comum dos mortais e que configuram a podridão da sociedade em que vivemos.

Mas desde que Ramos foi embora que o PS em Azambuja bateu no fundo. Luís de Sousa apresenta um grau de incompetência incompreensível e inaceitável para um presidente de câmara, ao passo que Silvino Lúcio continua a ser uma figura inacreditável para estar na política em pleno século XXI. Até nos mais recônditos cantos de Africa esta personagem política seria capaz de levar qualquer ser humano digno ao desespero, quanto mais no Portugal que se assume como país desenvolvido da Europa e do Mundo.

A Sousa e a Lúcio apenas e somente interessa a manutenção dos ordenados na Câmara de Azambuja. Ambos chegaram a um estado de degradação moral assinalável, que configura o cúmulo do desrespeito pelos cidadãos do concelho de Azambuja. Não apresentam qualquer ideia ou projecto político; antes pelo contrário, assumem sem reservas que o único interesse que os move está relacionado com a manutenção dos cargos no executivo, o correspondente ordenado mensal e as mordomias associadas.

Ao menos com Joaquim Ramos discutiam-se projectos para Azambuja. Concessões de água, endividamentos, emias, esquecimentos em relação a Aveiras de Cima ou ao alto concelho, opções por praças de toiros e afins. Com todos os defeitos que o homem possa ter (quem não os tem?), pelo menos havia uma aparente dignidade nas questões da municipalidade.

Com Luís de Sousa e com Silvino a coisa bateu no fundo. O Partido Socialista tem responsabilidades em Azambuja, mas a forma como estes dois camaradas têm tratado o povo do seu concelho merecia, no minimo, uma punição superior vinda do Largo do Rato. Mas como tudo indica que para esses lados da capital ou anda tudo a dormir ou a cêpa de que são feitos é toda a mesma, a lição terá que ser dada em outubro próximo e pela mão de quem realmente sabe, tem força e manda: o povo de Azambuja. Correr com esta gente é absolutamente um imperativo.


VIANuno Cláudio
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