
Pelo Natal de 2016, ainda eram muitos amiguinhos, mas já havia quem dissesse, entre eles, que não eram uns tontinhos que não souberam negociar a concessão das águas do município de Azambuja. Escrevi então, a propósito, que se não eram tontinhos deixaram-se comer de cebolada e, com a sua atitude passiva, estavam a deixar que os consumidores de água sejam também comidos de caldeirada, pela Águas de Azambuja.
Passado pouco mais de um mês, eis que o vice-presidente da Câmara Municipal de Azambuja quis ultrapassar o presidente, para ser ele o candidato ao lugar do presidente. Soube-se há dias que a Federação de Lisboa do Partido Socialista colocou um ponto final decisivo nas aspirações de Silvino Lúcio e decidiu que o candidato em Azambuja vai mesmo ser Luís de Sousa. A FAUL decidiu que os presidentes em exercício e ainda não atingidos pela limitação de mandatos serão de novo candidatos ao cargo nos respetivos municípios. Esta diretriz define Luís de Sousa como recandidato do PS em Azambuja.
Como sempre tenho afirmado e repetido, estou em crer que o facto de Luís de Sousa ser do alto concelho e por, nos dois últimos anos, ter dado algum apoio ao alto concelho de Azambuja, sempre desprezado por Ramos e Silvino, contribuiu para quererem tirar o tapete ao autarca de Alcoentre. Talvez mesmo, ao jeito do americano Trump (Trampa, dirão alguns), gostassem de mandar fazer um muro na Ponte da Guarita, para impedir os munícipes do alto concelho de terem acesso à sede do município de Azambuja, mas obrigando os mesmo a pagarem os custos do muro, como o outro quer fazer com os mexicanos. Assim, quem quisesse apanhar o comboio para Lisboa ou ir à Feira de Maio, teria que pagar uma portagem e ser devidamente revistado. Quanto aos produtos do alto concelho, designadamente o vinho e o azeite, ficariam sujeitos ao pagamento de uma pesada taxa alfandegária.
Claro que estou a brincar com coisas loucas e sem nexo, mas que a certos autarcas (no ativo ou na reforma) daria muito prazer continuar a amesquinhar o alto concelho, não tenho dúvidas. Isto não se trata de qualquer apoio ao amigo Luís de Sousa, até porque ele também tem responsabilidades no esquecimento das freguesias não afetas à maioria PS e no negócio das águas; irei ter outro candidato em quem votar.
É evidente que, não sendo esta a minha guerra, quer parecer-me que a guerra seguinte será à volta da nublosa confusão do mal explicado negócio das águas, onde todos foram prejudicados, quer no baixo quer no alto concelho. Deixo esta nota na esperança de que esta pequena guerrilha resulte em mais esclarecimentos.



















