

Não tenho qualquer intenção de entrar nessa discussão acerca das touradas, protagonizada por quem as defende em oposição a quem as ataca. Retenho o impacto que teve o último artigo no contexto deste tema, publicado há dias aqui no Fundamental – Diário Online, que não apenas registou um elevado número de leituras como ainda foi alvo de uma quantidade sem precedentes de comentários dos nossos leitores. Sobre este tema, encontrei um artigo muito curioso na revista online Vice Canadá, que achei interessante de partilhar com os nossos leitores. Aponta claramente para uma solução que, estou em crer, acolherá adeptos de ambas as partes desta “barricada” taurina. Aqui fica o artigo:
“Uma singular cidade rural de Ontario, Canadá, por entre campos de milho e casas de tijolo vermelho, ergue-se uma arena, onde homens crescidos se metem voluntariamente à frente de touros com 500 quilos, na esperança de os dominarem apenas com as mãos. Bem-vindos a Dundalk, Ontario.
Da paixão de dois emigrantes portugueses que há várias décadas se instalaram no Canadá, nasceu uma Praça de Touros com cerca de três mil lugares sentados e em que se realizam as tradicionais corridas à portuguesa… Com uma diferença crucial: não há sangue. Aqui, as touradas têm o aval das organizações de defesa dos animais, pois as bandarilhas são espetadas numa espécie de colete protector de velcro e não no animal.
Ainda assim, as corridas contam com a participação de toureiros, cavaleiros e forcados profissionais oriundos de Portugal, do México e da Califórnia, que abrilhantam a temporada e os múltiplos eventos que se realizam durante todo o Verão. Estar ali sentado nas bancadas, a ver aqueles grupos “suicidas” de forcados a enfrentarem os animais sem qualquer tipo de protecção, debaixo de um intenso e luminoso céu azul, leva-nos directamente para paisagens distantes que pouco têm a ver com a habitual vida de uma pequena cidade suburbana do Canadá”.


















