
Nos últimos dias o comércio tradicional de Alenquer tem sido massacrado com mais uma investida da ASAE. Estes senhores, investidos de um poder tão incompreensivel como desajustado tendo em conta a própria natureza humana, espalham o pânico onde assentam arraiais, impondo um conjunto de “leis” que não lembram ao diabo.
Chegaram-me relatos inacreditáveis de situações que só poderão configurar um massacre dirigido ao comércio local. Multas avultadas por “infracções” que apenas se justificam à luz de um verdadeiro assalto à mão armada. O mais grave de tudo é que esta ASAE não escapa à vertente corrupta inerente à condição humana; alguns dos inspectores “fazem-se” claramente ao suborno como alternativa às multas pesadas.
O comércio tradicional em Alenquer e no Carregado tem sido um autêntico saco de pancada de tudo quanto é poder. O poder local está-se positivamente borrifando para o comerciante tradicional, e vive num estado de absoluta subserviência dos grandes grupos económicos, aos quais lambe a bota como se de chocolate suiço se tratasse.
Já o poder político ao nivel dos governantes nacionais envereda pela mesma conduta: totalmente nas mãos dos belmiros e afins, criou esta espécie de PIDE anti-comerciante tradiconal, cuja principal missão é evidentemente ser mais uma forma de sacar dinheiro a quem trabalha. Como se já não bastassem as dificuldades diárias, o comércio tradicional ainda vive em pânico com a ameaça constante da presença desta ASAE, por norma servida por gente arrogante, a quem o poder claramente subiu à cabeça.
Veio-me à lembrança a história rocambolesca de um repositor de supermercado que descarregava uns kiwis na prateleira expositora. O cartaz dizia que os kiwis eram de um determinado país, mas a caixa que o pobre funcionário tinha na mão referia outra origem. O tipo da ASAE puxa do distintivo e dá ordem de detenção ao empregado, agarrando-o por um ombro, fazendo com que o homem quase desmaiasse. Nem um pidesco faria melhor.
O grande problema da nossa organização enquanto sociedade continua a ser este: anda meio pais a trabalhar no duro para sustentar outra metade, que nada faz a não ser sacar dinheiro a quem produz. No meu dicionário chamam-se gatunos, independentemente das leis que os protejam. Também há quem lhes chame parasitas. Aceito, e nem contesto.

















