Quando alguma ilustre personalidade do concelho de Azambuja resolve que quer ser candidato a candidato à presidência da Câmara local, a primeira coisa que faz nesta vida é doar qualquer migalhita à CERCI de Azambuja e à Casa Mãe do Centro Paroquial de Aveiras de Cima. Com papas e bolos se enganam os tolos, lá diz o velho provérbio popular, embora neste caso deva ser ajustado à realidade, uma espécie de “com migalhas e tostões talvez se enganem os tolos e lá cheguem os milhões”. Eles bem que se esforçam por se queixarem da vida dura inerente ao cargo de presidente da Câmara; lamentam-se dos feriados, choram-se todos por não haver sábados, domingos nem dias santos, nem tempo para a família, mas a verdade é que esgatanham-se até ao osso para agarrar o tachinho, pois é através do dito cujo que aparecem… as restantes compensações. Disse Joaquim Ramos, há horas: “Neste momento, que acabou a Feira de Maio 2016 – vivida por mim, finalmente, com a intensidade que ela e eu merecemos, acho eu – quero deixar um agradecimento à Câmara Municipal de Azambuja, na pessoa do seu Presidente e meu amigo Luís de Sousa.
Deram-me a oportunidade de vender o meu livro “O Tempo das Descobertas” no Pavilhão do Artesanato, com direitos de autor a favor da CERCI de Azambuja e da Casa Pombal A Mãe de Aveiras de Cima. Dentro de poucos dias entregarei àquelas duas entidades cerca de 480 € que resultaram da venda”. Está a ver, caro leitor? Não andasse o homem com o fogo no rabiosque para voltar a ser presidente da Câmara a ver se entregava o que quer que fosse à CERCI ou à Casa do Pombal. Assim sendo, lá vão umas migalhitas para contentar o Prior, talvez na esperança de que seja este assim a modos que um primeiro acto de pré-pré de pré campanha. Juntasse-lhe dois ou três zeros e ainda muito mais ficaria em dívida até conquistar o direito a um lugar afastado dos calores de Belzebu, doutor…
Doações à CERCI e à casa Mãe: o velho clássico dos aspirantes ao tacho da presidência
Opinião de Nuno Cláudio
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