Na continuação de tomadas de posição na Assembleia da União de Freguesias, na Assembleia Municipal de Azambuja e na minha página do Facebook em 8 de Agosto de 2014, manifestei o meu desagrado pela discriminação de que a Freguesia de Manique do Intendente (antes da unificação das freguesias supra referidas) foi vítima durantes os 3 últimos mandatos autárquicos: não foram feitas obras significativas nesta freguesia; não foi melhorado o Mercado Diário; não foi pago o valor de cerca de 30 mil euros no alargamento do cemitério de Manique, feito com o acordo da Câmara Municipal de Azambuja, que prometeu pagar a obra; por último, enquanto a Câmara tem cedido escolas primárias desativadas em várias freguesias, para serem utilizadas por coletividades, a título gratuito, a escola de Arrifana foi cedida à União de Freguesias em troca do custo da dívida, tendo sido dito que era uma imposição do ex-presidente da Câmara, o qual já desmentiu em resposta ao meu post no Facebook, em 18 de Agosto de 2014, onde escreveu: ” Nunca no meu mandato se colocou essa situação. Revê as tuas fontes.” Quer a minha afirmação quer a resposta do ex-presidente (Joaquim Ramos) ainda hoje estão na minha página do Facebook. Esta situação (de discriminação), que se saiba, não aconteceu em nenhum outro município português. Na última sessão da Assembleia da União de Freguesias, realizada em 23 de Abril de 2015, o atual vogal da assembleia, ex-presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de S. Pedro, informou que, no ano de 2009, foi assinado um protocolo com a Câmara de Azambuja, em que o município de Azambuja se comprometeu a entregar uma verba de cerca de 70 mil euros para a construção da Casa Mortuária dos Casais de Além, verba essa que também nunca foi paga.
Quase dois anos depois de iniciado o atual mandato, a nova administração municipal não é diferente das administrações anteriores: para além de não pagar o que deve à União de Freguesias (30 mil + 70 mil euros), continua a nada fazer no alto concelho. E não é só com dinheiro que se faz trabalho. Na União de Freguesias nem sequer foi feito um levantamento topográfico e um projeto de reconstrução de um murete de suporte de terras que derrocou sobre a estrada municipal antiga que dá acesso ao Cemitério de Manique e Maçussa, por cima do qual corria a água das Minas, apesar de solicitado pelo presidente da União de Freguesias.
As informações que acima refiro, devem-se a duas razões: por um lado, está a ser comentado na freguesia de Manique do Intendentes que, apesar de ter sido iniciado o aproveitamento das águas das Minas em 2013, tal obra continua sem ser acabada, notando-se mais a falta de aproveitamento da água nesta época de calor. Por outro lado, é pela segunda vez, no intervalo de poucos meses, que dois amigos (pelo menos considero-os como tal, por terem a coragem de me dizerem diretamente) me referem: os políticos são todos iguais, um vereador eleito pela tua força política já se virou para o lado poder na Câmara de Azambuja. Remataram ambos da mesma maneira: já consta que no próximo mandado viras tu! Retorqui-lhe que, enquanto continuar em pleno uso das minhas faculdades mentais, jamais me virarei para apoiar qualquer outra força política, pois continuo a acreditar que vale pena lutar com coerência por aquilo que consideramos ser as prioridades para o nosso concelho; se porventura perder a minha capacidade de discernimento, também ninguém me quererá virar para outro lado, pois não teria qualquer utilidade.
Continua a discriminação da União de Freguesias de Manique do Intendente, Vila Nova de São Pedro e Maçussa
Opinião de António José Rodrigues
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