
O fundamental faz 21 anos. É uma idade bonita, pois significa que atingiu a maioridade plena. Em Dezembro de 2013 o Nuno Cláudio convidou-me para articulista, na sequência de uma entrevista que concedi ao jornal. Aceitei o desafio de bom grado. Na minha opinião, o Fundamental, enquanto jornal, representa o que de melhor a imprensa escrita do concelho de Alenquer possui. A rebeldia associada à vontade intrínseca de informar o cidadão do concelho sobre o que efectivamente se passa faz do Fundamental um jornal de referência a nivel regional. Obviamente que uma linha editorial com estas características não passa despercebida; obviamente que existem detractores. Evidentemente que a linha editorial do jornal não é do agrado de todos, e mal seria se assim fosse. Mas o que é certo é que quase toda a gente, gostando ou não do jornal sediado no Carregado, o lê de fio a pavío sempre que chega às bancas. O Fundamental é, na minha opinião, assim uma espécie de “Bild”. O “Bild” é o jornal mais lido na Alemanha. No entanto tem imensa gente que o critica e que jura a pés juntos que não o lê. No entanto, o “Bild” é de longe o jornal mais lido em solo germânico, o que evidentemente levanta a questão: então se ninguém o lê, como é que vende tanto?
O Fundamental não é apenas um tabloide, nem tão pouco se resume a um jornal sensacionalista como alguns o apelidam. Aos 21 anos de idade, o Fundamental é um jornal maior. E se essa maioridade se vê através do número de leitores, então é gigantesco, mesmo que o seja apenas a nivel de região. Porque ao informar e alertar para situações pertinentes de âmbito regional, o Fundamental cumpre na integra o seu principal objectivo de vida: o direito de informar pessoas e o dever de trazer à luz do dia situações que devam ser integralmente esclarecidas.
Já tinha pelo Fundamental e pelo seu director um apreço muito especial, mesmo antes de ter sido convidado para figurar no rol de articulistas deste periódico. O facto de escrever umas quantas linhas no jornal fez-me sentir parte integrante não só de um projecto mas fundamentalmente de um estilo que preconizo para a imprensa escrita em geral.
Não sei o que o futuro me reserva. Tenho sonhos, anseios e ambições que eventualmente alterarão o meu percurso. Mas enquanto o Nuno pretender que continue a colaborar com o seu Fundamental, continuarei. E fá-lo-ei sempre com o orgulho de quem sente estar a escrever por uma causa muito nobre, porque a partilha de opinião através da escrita, ao despertar sentimentos sejam eles favoráveis ou antagónicos, constitui para mim um enorme motivo de regozijo. Não escrevo no Fundamental há 21 anos, mas espero escrever nos próximos 21. Neste momento de celebração de aniversário, resta-me agradecer ao Nuno Cláudio e ao jornal por si dirigido a oportunidade que me foi dada. O meu muito obrigado.

















