
Pedro Folgado reagiu à colocação de 169 migrantes nas instalações da Base Aérea de Ota que teve lugar no inicio desta semana. Recorde-se que a antiga base recebeu estes cidadãos estrangeiros para tratamento e isolamento profilático ao coronavírus. A decisão foi do Ministério da Defesa mas causou algum alvoroço junto da população local.

Refira-se que 138 destes 169 cidadãos estão infectados com o novo coronavírus. Todos foram retirados de um hostel situado na Rua Morais Soares, no coração da cidade de Lisboa. Acrescente-se ainda que 26 destes cidadãos testaram negativo e sete apresentam, para já, resultados inconclusivos.

O Presidente da Câmara de Alenquer refere, a este propósito: “A decisão de transferir estes cidadãos estrangeiros foi comunicada ao município no inicio da tarde de segunda-feira pela Secretaria de Estado para a Integração e as Migrações, tendo sido transmitido que foram acauteladas todas as medidas de segurança previstas para estes casos”. Pedro Folgado acrescentou: “O município manifestou toda a sua disponibilidade para qualquer tipo de apoio, reiterando a sua opinião de que a unidade possui todas as condições para receber estes casos”.

Pedro Folgado recorda que as instalações da antiga Base Aérea foram numa primeira fase integradas no Plano Municipal de Emergência de Alenquer, com 500 camas referenciadas para hospital de retaguarda, tal como, de resto, o autarca informou em entrevista ao Fundamental. “Com a activação do Plano Nacional de Emergência, esta unidade militar passou a integrar o contingente nacional de camas de retaguarda”, acrescenta o edil de Alenquer.

Desta forma, o município começou a preparar outros locais alternativos para as chamadas “zonas de quarentena”, nomeadamente o Pavilhão Municipal de Alenquer, estando ainda referenciados outros pavilhões, nomeadamente de associações do concelho, conforme garante Pedro Folgado.
Ainda no tocante à decisão de colocar os 169 migrantes em Ota, Pedro Folgado explica: “Apesar da Base se encontrar em território do município de Alenquer, esta estrutura depende do ministério da Defesa Nacional, como de resto acontece com outras bases similares, não tendo o município qualquer jurisdição sobre aquela unidade”.

Mesmo assim o autarca assegura que, e citamos, “o perímetro dentro da unidade militar está a ser assegurado pela Policia Aérea, reforçado com elementos da Policia Militar e Policia da Marinha. Fora das instalações, a segurança está a ser garantida por militares da GNR”.
Recorde-se que a Base Aérea de Ota recebeu esta quarta-feira a visita de uma comitiva que integrou o ministro da Defesa, João Cravinho, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Joaquim Borrego, a secretária de Estado para a Integração e das Migrações, Cláudia Pereira, bem como o presidente da Câmara de Alenquer, Pedro Folgado.

Esta visita teve como objectivo acompanhar a recepção e o acomodamento destas 169 pessoas na Base Militar. Nesta visita foram também discutidos todos os procedimentos adoptados e a adoptar enquanto durar a permanência da quarentena na Base. Tanto o ministro da Defesa como o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea reafirmaram estar totalmente garantida a segurança de todos os envolvidos nesta operação.


















