Rogeiro e a venda da Chemina: “não sabemos rigorosamente nada sobre este investidor”

Frederico Rogeiro aproveitou a última reunião do executivo camarário de Alenquer para frisar que, e citamos, "continuamos a não conhecer nada desta Sunshine". O vereador eleito pelo PSD refere-se à empresa que adquiriu a Chemina e relembra que pouco ou nada se sabe acerca deste investidor.

A alienação do edifício da Chemina em Alenquer persiste em ser um dos temas mais falados do momento. Frederico Rogeiro aproveitou a última reunião do executivo camarário para frisar que, e citamos, “continuamos a não conhecer nada desta Sunshine”. O vereador eleito pelo PSD relembra que pouco ou nada se sabe acerca do investidor que ficou com o velho edifício da antiga fábrica de lanifícios.

Recorde-se que a Câmara de Alenquer procedeu na passada terça-feira, dia 11 de Fevereiro, à alienação em hasta pública da antiga Fábrica de Lanifícios. O valor da venda ascendeu a  1 milhão e 110 mil euros e a entidade que adquiriu a Chemina foi a imobiliária Sunshine Life. E é precisamente sobre esta empresa imobiliária que Frederico Rogeiro alerta para o pouco conhecimento acerca da mesma. Rogeiro será o próximo convidado do Fundamental Canal para abordar este e outros assuntos da actualidade alenquerense.

Regressando ao assunto “Chemina”, relembre-se também que esta hasta pública foi lançada em Novembro do ano passado e contou apenas com a proposta vencedora, que terá agora de apresentar o projecto de execução das obras. Sem este projecto não será celebrada a escritura final de venda. A Câmara de Alenquer recebeu o valor do sinal (1 milhão e 100 mil euros) na passada segunda-feira.

“Nos termos da hasta pública, o vencedor fica obrigado a construir ali uma unidade hoteleira com SPA e aparthotel e a manter a traça arquitectónica da fachada da antiga fábrica”, referiu entretanto Pedro Folgado, que acrescentou: “O projecto terá ainda que contemplar um auditório que deverá ser cedido durante 20 horas mensais ao município alenquerense”.

O presidente relembrou ainda que o adjudicatário terá de iniciar as obras do projecto no prazo de 3 anos e meio. “Findo este prazo serão aplicadas sanções no valor de 50 mil euros anuais”, acrescenta o autarca. Se no prazo de 5 anos o projecto não avançar, o município terá o direito de pedir a reversão do edifício.

Sobre a construção da nova unidade hoteleira, Folgado referiu: “Vem ao encontro de uma necessidade da vila e do concelho, até porque apesar de nos últimos anos terem vindo a surgir cada vez mais unidades de alojamento local, estas são ainda claramente insuficientes, quer para sustentar o turismo, que vimos encarando como um investimento estratégico e estrutural, quer também para aumentar a dinâmica económica no concelho de Alenquer”.


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VIAAlexandre Silva
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