Petição em Alenquer: autarquia garante nada ter a ver com organização pedagógica da Escola

Rui Costa, vice-presidente da autarquia alenquerense

Rui Costa garantiu hoje que a autarquia de Alenquer nada tem a ver com a “organização pedagógica” do edifício da Escola Básica das Paredes. O autarca referiu-se ao assunto no âmbito da petição lançada há dias por uma encarregada de educação. Foi no decurso da reunião do executivo camarário que teve lugar nesta manhã de segunda-feira, em Alenquer.

Rui Costa, que hoje vestiu a pele de presidente em exercício na ausência de Pedro Folgado, referiu que, e citamos, “o município não quer que ninguém se sente no chão por não ter alternativa”, mas o autarca acrescentou: “a organização pedagógica do edifício não diz respeito à Câmara, que apenas garante a manutenção do mesmo e é responsável pela colocação de pessoal não docente”.

Recorde-se que foi enviada uma petição à Câmara de Alenquer que exigia soluções para que “os alunos da escola das Paredes não tenham de se sentar no chão para lanchar nos dias de chuva ou enquanto esperam pelo início das aulas”.

Quem assinou o documento reivindica alternativas que evitem que os alunos do pré-escolar e primeiro ciclo da Escola Básica das Paredes, em Alenquer, tenham de se sentar no chão para lanchar nos dias de chuva ou quando esperam pelo início das aulas, entre as oito e meia e as nove horas da manhã.

A este propósito, Rui Costa acrescentou: “Vamos reunir com a escola e também com a encarregada de educação que fez a petição”. O autarca e vice-presidente da Câmara de Alenquer voltou a assegurar que o executivo camarário não quer ver ninguém sentado no chão por falta de alternativas neste contexto.

Rui Costa explicou ainda que o hall de entrada na escola, onde os alunos esperam, possui sofás, mas admitiu que não sejam suficientes para os cerca de 800 alunos do estabelecimento e que o chão em pedra “é de facto frio; trata-se de uma opção da própria escola, até porque o estabelecimento está dotado de refeitório, biblioteca e salas de apoio”, assegurou o vice-presidente, que garantiu igualmente que a escola e o agrupamento nunca solicitaram equipamento à câmara destinado a evitar que os alunos se sentem no chão.


; ;
VIAAlexandre Silva
COMPARTILHAR