
Parece-nos uma imagem adequada para a inoportunidade daquelas torres em esqueleto que conspurcam a paisagem de Alenquer há mais de duas décadas. O acesso aos prédios abandonados em fase de construção na Urbanização Quinta do Brandão está a ser vedado por estes dias. Um passo necessário para atamancar um erro crasso da era Álvaro Pedro.

De acordo com o presidente da União de Freguesias de Triana e Santo Estevão, que agora se resumem à Freguesia de Alenquer, “esta intervenção resultou de um conjunto de pressões feito pela Freguesia junto do Município, que por sua vez conseguiu que o proprietário destes imóveis vedasse as infra-estruturas”.
Estamos naturalmente a falar de uns prédios em esqueleto que há mais de duas décadas enfeitam com muito mau gosto a encosta de Alenquer, naquela que seria então a tal futura Urbanização Quinta do Brandão. Uma espécie de “nova Póvoa de Santa Iria” que haveria de dar bom dinheiro a “ganhar” a alguns “sócrates” do passado recente de Alenquer. Que, em boa verdade, não acreditamos estarem replicados no tempo presente.

“Esta obra era fundamental para a segurança das pessoas, pois estes locais têm representado um perigo público para a comunidade”, refere Paulo Matias, o presidente da União de Freguesias de Alenquer. Refira-se ainda que este organismo autárquico, e citamos, “incentiva ao reporte de toda e qualquer situação que represente um perigo na via pública, de modo a que possamos debruçar-nos sobre o assunto e ajudar a resolver”.


















