Alenquer: Associação de Munícipes quer combater partidos que “raramente servem interesses do povo”

A Associação Munícipes de Alenquer está na calha e apresenta-se como um movimento de cidadãos que pretende ser uma alternativa ao poder político. "Não podemos deixar a resolução dos problemas nas mãos dos partidos, pois esses tem agendas próprias que raramente servem os interesses do povo", afirmam.

É a novidade deste inicio de ano: a Associação Munícipes de Alenquer está na calha e apresenta-se como um movimento de cidadãos que pretende ser uma alternativa ao poder político. “Não podemos deixar a resolução ou a perspectiva da resolução dos problemas nas mãos dos partidos, pois esses tem agendas próprias que raramente servem os interesses do povo”, afirmam.

A nova associação foi apresentada esta noite por Carlos Ferreira através da rede social Facebook. Ferreira também integra o movimento Alenquer Água Justa, que desde meados do ano passado tem procurado mobilizar os cidadãos de Alenquer para os problemas causados pela concessão do serviço de fornecimento de água ao domicílio. “Na política em Alenquer é necessário existirem pessoas que defendam o contraditório, porque isso faz com que todos evoluam e vejam opções diferentes”, acrescenta Ferreira.

Desta forma foi justificada a necessidade da criação da associação, “uma entidade que possa fazer chegar os problemas dos munícipes aos órgãos eleitos e com eles colaborarem na resolução desses mesmos problemas”, defende Carlos Ferreira, que acrescenta: “É necessário que o povo se una e lute pelas causas da sua terra, seja em Alenquer, no Carregado ou nas mais pequenas aldeias do nosso concelho”.

Ferreira afirma também que, e citamos, “de nada vale ter boas ideias se não as defendermos nos locais certos. Deveria caber aos políticos terem a disponibilidade de ouvir o povo, mas sabemos que isso não acontece pelos mais diversos motivos”.

Este cidadão também garante que Alenquer tem um enorme défice de participação cívica: “as pessoas têm que se interessar e não encarar a política de forma clubística, e os políticos devem colocar a causa pública acima do seu próprio interesse e do seu orgulho pessoal ou partidário, pois as decisões que tomam mudam vidas e permanecem além da sua passagem pelos cargos políticos”.

Ferreira opina que “é por essa razão que andamos há décadas a discutir os mesmos problemas, sem que a resolução dos mesmos aconteça”. “A cegueira partidária não pode ser superior ao sentido de responsabilidade. Por essa razão muitas vezes são passados atestados de ignorância a quem apresenta propostas ou deixa a descoberto as falhas do executivo”, remata.

A nova associação ainda está em formação e necessita de um mínimo de nove elementos para formar os seus corpos sociais. Ou seja, três elementos para a Direcção e outros tantos para o Conselho Fiscal e para a Assembleia Geral. O Fundamental sabe que neste momento cerca de 5 ou 6 desses nove elementos já estão encontrados e definidos, mas a associação procura um nome “de peso” para dar ainda mais força à iniciativa.

Carlos Ferreira acrescenta, para fechar este assunto: “Há que acabar com o marketing político que tem sido o foco do executivo camarário na última década e colocar como prioridade as necessidades do Concelho de Alenquer”.


VIAAlexandre Silva
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