Carregado: traficante de droga com 16 anos apanhado com livro de registo de devedores

Carregado: Agentes da Guarda Nacional Republicana do posto territorial de Alenquer prenderam um jovem de 16 anos de idade por ter sido apanhado na posse de droga e ainda um livro no qual tomava nota do nome dos "clientes" que tinham para com ele dívidas resultantes da venda de estupefaciente.

Agentes da Guarda Nacional Republicana do posto territorial de Alenquer prenderam um jovem de 16 anos de idade por ter sido apanhado na posse de droga e ainda um livro no qual tomava nota do nome dos “clientes” que tinham para com ele dívidas resultantes da venda de estupefaciente.

Esta apreensão aconteceu no Carregado, na passada sexta-feira, durante a madrugada. O jovem em questão é estudante e tinha na sua posse cerca de 50 gramas de erva e ainda vestígios de haxixe e de MDMA, um princípio activo do ecstasy que possui efeitos parecidos com aqueles proporcionados pela droga: euforia, sensação de bem-estar, alterações sensoriais, aumento da sensibilidade e do interesse sexual.

No seguimento desta apreensão este jovem de 16 anos ficou obrigado a apresentações periódicas às autoridades e está proibido de sair do concelho de Alenquer. Recorde-se que o Fundamental alertou há dias para a crescente exposição deste problema nas ruas do Carregado, em particular em alguns “túneis” (passagens entre prédios) da Urbanização da Barrada.

Na altura escrevemos: “Acontece no Carregado, como poderia acontecer provavelmente em tantos outros “carregados”. Estamos a falar de jovens na casa dos 14, 15 ou 16 anos. Mais ano menos ano, não terão mais que isso. Bêbados e drogados, a cair pelas paredes dos túneis dos prédios ou sentados no chão a definhar encostados às paredes.

Diz quem conhece que o cheiro a droga sente-se a léguas, e basta ver o estado de dormência em que se encontram, muitas vezes logo pelas primeiras horas da manhã. Voz arrastada, olhos esbugalhados, riem que nem uns parvinhos, falam sem filtros, indiferentes a quem passa. Degradação total. Normalmente agarrados a garrafas de litro e meio de cerveja, mas também já vimos bebidas brancas, como gin ou vodka.

E se há quem duvide deste nosso relato, então tem uma de duas coisas que pode fazer: ou vem ver com os seus próprios olhos, ou então pergunta a quem tenha alguma actividade comercial sobretudo nas imediações destes túneis da desgraça. O cheiro a urina é nauseabundo, e basta olhar com atenção para o chão para constatar “provas do crime” com fartura”.


VIAAlexandre Silva
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