Ainda sem acordo para regresso do Cartaxo ao Campo das Pratas

Neste momento prosseguem as conversas entre o advogado do clube e o advogado do proprietário no sentido de voltar a haver um contrato de arrendamento entre ambas as partes, de modo a que o Sport Lisboa e Cartaxo consiga iniciar a época no compelxo.

A situação do Sport Lisboa e Cartaxo e o Campo das Pratas continua a constituir a maior das dores de cabeça para os actuais dirigentes do emblema cartaxeiro, que vêem a nova época a aproximar-se a passos largos sem que este imbróglio se apresente como problema resolvido. A Câmara Municipal deixou há cerca de dois anos e meio de pagar a renda que havia sido estipulada no protocolo de 2007, celebrado entre autarquia e Manuel Marques, dono do terreno, que previa que a autarquia cartaxeira reclassificasse um terreno situado por trás da baliza norte do Campo das Pratas, passando o mesmo de Reserva Agrícola para terreno urbano. Em troca, Manuel Marques doaria o Campo das Pratas ao Sport Lisboa e Cartaxo. O Protocolo tinha a duração de 5 anos, até finais de 2012, e previa um pagamento mensal por parte da Câmara de uma verba de 2500 euros ao dono do terreno. O Tribunal decretou que a autarquia terá que pagar 2500 euros mensais ao dono do Campo das Pratas desde o momento em que teve início o incumprimento (inícios de 2013) até ao momento em que entregar o campo ao seu proprietário, o que sucedeu no passado dia 22 de Junho, segunda-feira. Esteve presente no campo um oficial de Justiça e a autarquia cartaxeira entregou as diferentes chaves do complexo, dos balneários e dos acessos à bancada. Foi elaborado um auto, que foi assinado por Pedro Ribeiro e pelo casal de proprietários – Manuel Marques e esposa. O advogado de Manuel Marques iniciou conversações com o clube para que se elabore um novo contrato de arrendamento que permita ao Cartaxo iniciar a nova época e prosseguir com a sua actividade, começando por pedir que o S.L. Cartaxo pagasse 2500 euros mensais, verba idêntica ao que era pago pela autarquia no âmbito do protocolo estabelecido em 2007, verba que, contudo, o clube afirma não poder pagar. As negociações têm decorrido, e a última versão a que o Fundamental teve acesso dá conta de uma verba a rondar os mil euros mensais, verba que, mesmo assim, o Sport Lisboa e Cartaxo afirma não conseguir pagar mensalmente a Marques. Talvez o acordo fique estabelecido nos próximos dias por uma mensalidade que poderá ficar definida entre os 600 a 800 euros por mês. Quanto à verba que está em dívida por parte do município, esta ascende a um valor superior a 40 mil euros, que resulta, como já foi dito, do facto da Câmara ter deixado de pagar ao proprietário do Campo das Pratas no decurso do mandato anterior, quando então era presidente Paulo Varanda. A Câmara já começou a pagar a Manuel Marques. Entretanto urge que Sport Lisboa e Cartaxo e Manuel Marques cheguem a um acordo, já que a nova época tem início em breve e a sua programação dependerá dos espaços que possa ter para uso.

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