Vereador Rogeiro: “Contas de 2019 confirmam que Alenquer está a ficar para trás nas obras”

Frederico Rogeiro afirma que a subida da receita fiscal foi generalizada no país, mas o concelho de Alenquer destacou-se na subida expressiva da receita de IMT. "Ao mesmo tempo, Alenquer continuou a registar baixas taxas execução e a investir menos que os outros municípios".

Frederico Rogeiro afirma que a subida da receita fiscal foi generalizada no país, mas o concelho de Alenquer destacou-se na subida expressiva da receita de IMT. “Ao mesmo tempo, Alenquer continuou a registar baixas taxas execução e a investir menos que os outros municípios“, diz também o vereador da Coligação Juntos Pelo Concelho, no seguimento da Assembleia Municipal realizada na passada quinta-feira.

Em debate estiveram as contas de 2019 do município de Alenquer, numa reunião da Assembleia que voltou a ter lugar no edifício municipal da Romeira. O vereador líder da oposição tomou uma posição pública e afirma que, e citamos, “a pandemia vai justificar muitas dificuldades, mas há coisas que já estavam mal antes de ela existir, e estas contas ajudam-nos a perceber isso“.

Na opinião de Rogeiro, Alenquer continuou a investir menos que os outros concelhos: “Da sua despesa total, apenas 21,6% foram despesas de capital (5,8 milhões), contra 24,5% nos concelhos do país. A execução do Plano Plurianual de Investimentos continuou muito baixa (38,8%), e embora recuperando do “bater no fundo” de 2018 (24,9%), continuou muito abaixo de todos os anos anteriores“, complementa.

Frederico Rogeiro afirma, e voltamos a citar, que “esta recuperação não se deveu à realização de obras mas à aquisição de terrenos de valor elevado, e nas Grandes Opções do Plano o programa dos transportes rodoviários (que inclui estradas, pontes, muros, saneamento, etc.) teve uma execução de apenas 32,4% e o capítulo do ordenamento do território (que inclui o PEDU) ficou-se pelos 6,8%”.

O vereador eleito em 2017 pela Coligação complementa, nesta análise efectuada às contas de 2019: “A previsão de despesa em estradas e território era de 4,4 milhões e teve uma realização de apenas 700 mil euros. Em contraponto, o programa dos mercados e feiras, onde estão as festas organizadas pela câmara, tinha uma previsão de 1 milhão e teve uma execução de 800 mil euros“, afirma, acrescentando: “Já as obras do orçamento participativo, se avançarem ao ritmo de 2019, só ficarão concluídas no final de 2031. A prioridade das festas sobre as obras, no tempo pré-pandemia, tem aqui demonstrações inequívocas“.

Frederico Rogeiro foi igualmente crítico em relação à análise do relatório de contas que constava no documento: “Como é habitual no relatório que acompanha as contas, o discurso oficial é de contentamento com a execução orçamental. Embora admitam a morosidade das obras municipais, os responsáveis deitam as culpas à administração central, à legislação, à transferência de competências e mesmo à estrutura dos serviços municipais”, rematou o vereador eleito pelo PSD na Câmara de Alenquer.

VIAAlexandre Silva
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