Aveiras: delegação da Cruz Vermelha comemora hoje 33 anos de existência

A delegação de Aveiras de Cima da Cruz Vermelha Portuguesa assinala precisamente hoje 33 anos de vida. Foi a 29 de Março de 1985 que a Cruz Vermelha "abriu portas" em Aveiras. 33 anos ao serviço da população, comemorados sem festa mas com nobreza e espírito de missão: a ajudar a população.

A delegação de Aveiras de Cima da Cruz Vermelha Portuguesa assinala precisamente hoje 33 anos de vida. Foi a 29 de Março de 1985 que a Cruz Vermelha “abriu portas” em Aveiras. 33 anos ao serviço da população, comemorados sem festa mas com nobreza e espírito de missão: a ajudar a população.

Tal como acontece todos os anos, o aniversário da CV de Aveiras é assinalado de forma modesta. “Os anos vão passando e nós vamos comemorando da melhor forma: ajudando as pessoas”, refere José Torres, o presidente da direcção do núcleo de Aveiras da CV desde 2015, acrescentando que não é tradição do núcleo assinalar a data com pompa e circunstância.

Aos 33 anos de existência a Cruz Vermelha de Aveiras conta com o contributo de 52 voluntários e de 15 elementos profissionais. Já no mandato de Torres foram adquiridas cinco novas viaturas e admitidos mais quatro profissionais, sendo que o objectivo passa por chegar aos 18 ou 19 elementos, um número mais consentâneo com a realidade que envolve este núcleo.

De resto, a Cruz Vermelha de hoje está bem mais organizada e dinâmica quando comparada com o período anterior à actual direcção. A começar pelo número de sócios, que passou de cerca de 1400 para os actuais 3 mil. Cada associado paga a módica quantia de 1 euro mensal. “Havia sócios que não iam aos tratamentos porque não tinham dinheiro, mas esse cenário mudou devido a alguns protocolos que celebrámos com entidades para benefício dos associados”, afirma José Torres.

Para além dos 52 voluntários e dos 15 elementos que servem o núcleo a título profissional, outros números impressionam: cerca de 1600 urgências anuais – uma média superior a 4 urgências diárias – e mais de 14 mil doentes não urgentes transportados a cada ano. “Cada um dos nossos profissionais faz mais de 500 quilómetros por dia”, acrescenta José Torres, que também destaca a recuperação económica do núcleo, conseguida desde há 3 anos.

Na memória ainda está o caso “BES” e a avultada verba que a Cruz Vermelha de Aveiras de Cima tinha depositada naquele banco. O dinheiro foi recuperado, embora não na sua totalidade. O assunto está arrumado. Agora, o grande projecto passa por edificar a nova sede e quartel. O terreno já existe, está escriturado e há projecto. Fica situado a norte da Rua da Arameira, com a Quinta de Mor à sua ilharga.

E bem que esta instituição precisa e em boa verdade merece ter as prometidas novas condições. Só a título de exemplo, a Cruz Vermelha de Aveiras presta apoio a 110 famílias do concelho no contexto do fornecimento de refeições. “Começa a haver alguma dificuldade em conseguir voluntários para as urgências”, lamenta Torres. “Dantes a rapaziada aparecia aos 20 e aos 30, mas hoje em dia já não é assim, porque a realidade da vida das pessoas mudou”, remata o presidente da direcção do núcleo da CV de Aveiras.

De resto, a instituição mantém uma relação de total abertura e cooperação com as colectividades e outras congéneres locais. Torres refere, a este propósito: “Damos a resposta possivel, mas por vezes existe alguma incompreensão por parte da população, por exemplo quando é chamada uma ambulância e aparece uma viatura de Azambuja. As pessoas têm alguma dificuldade em compreender que o sistema do INEM chama o meio pela proximidade, e acorre ao chamamento quem estiver mais perto e disponível”.

Seja como for, hoje é dia de aniversário da delegação de Aveiras de Cima da Cruz Vermelha Portuguesa. São 33 anos de vida, já que foi a 29 de Março de 1985 que a Cruz Vermelha iniciou actividade em Aveiras. Pode não haver pompa e circunstância nos festejos, mas certamente haverá quem se lembre de levar o bolo com 33 velas e o champanhe. 

 

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VIANuno Cláudio
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