
O município de Azambuja continua a ser um dos que menos aproveita fundos comunitários de entre os concelhos da Lezíria do Tejo. A triste realidade é constatada por números: Azambuja ficou somente com 307 mil dos 24 milhões de euros que couberam à região, no âmbito do PO SEUR.
De facto, até ao passado dia 6 de Fevereiro o PO SEUR aprovou projectos nos concelhos da Lezíria do Tejo que contaram com um apoio de 24 milhões de euros de Fundo de Coesão. Dos municípios que fazem parte da Lezíria do Tejo, Santarém e Chamusca são aqueles que até ao momento mais beneficiaram dos apoios comunitários atribuídos, com 6,3 e 5,9 milhões de euros de Fundo de Coesão respectivamente.
Já Azambuja está entre os que menos foram contemplados com as ajudas comunitárias. O município governado por Luís de Sousa vai receber apenas 307 mil euros. Pior só mesmo Alpiarça e Coruche, com respectivamente 243 e 200 mil euros. Refira-se que o Cartaxo foi contemplado com 3,8 milhões, Benavente com 2,3 milhões e Salvaterra de Magos com 1 milhão de euros, todos muito acima de Azambuja. Almeirim (1,9 milhões), Golegã (1,3 milhões) e Rio Maior (388 mil) foram os restantes concelhos abrangidos pelas verbas do PO SEUR.
Os projetos aprovados pelo PO SEUR nos Municípios da Lezíria do Tejo abrangem nove áreas de intervenção deste programa, que incluem investimentos na produção de energia através de fontes renováveis (biomassa) e a melhoria da eficiência energética, bem como investimentos para reforço e melhoria da qualidade dos sistemas ambientais, designadamente nas infraestruturas de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais e de valorização de resíduos urbanos. Estas áreas contaram com mais de metade do total do financiamento aprovado: 13,1 milhões de euros.
Seguiu-se o domínio da prevenção e gestão de riscos, com investimentos em meios de emergência e acções estruturais para evitar acidentes graves e catástrofes, com 4,4 milhões de euros, bem como intervenções para prevenção e gestão de riscos de cheias e inundações, com um total de 3,9 milhões de euros.
O restante montante foi atribuído a investimentos que visam reforçar a adaptação às alterações climáticas, a redução de incêndios florestais, o apoio a instrumentos de planeamento, monitorização e comunicação e acções inovadoras para a prevenção e gestão de riscos.






















