
Os carregadenses e em especial os comerciantes locais não têm dúvidas: a Câmara de Alenquer pouco ou nada se importa com o comércio tradicional do Carregado. A paciência dos carregadenses chegou ao fim depois da autarquia ter colocado em pleno cruzamento de uma das vias centrais da vila uma placa que indica, aconselha e promove o comércio tradicional… da Rua Triana, situada no coração da vila de Alenquer. “Como se aqui no Carregado não houvesse comércio tradicional; isto é uma vergonha, andam mesmo a gozar com a nossa cara e com as nossas dificuldades”, queixaram-se alguns comerciantes da vila, que alertaram o Fundamental para a colocação da referida placa no cruzamento da Rua Vaz Monteiro com a Avenida da Associação Desportiva. Os comerciantes fazem questão de frisar que nada os move contra os colegas de Alenquer, em concreto contra os comerciantes estabelecidos na Rua Triana, mas não vêem fundamento numa placa que promove o comércio especificamente localizado nessa artéria da sede de concelho em detrimento do restante comércio tradicional do concelho. “Ainda se tivessem colocado a placa à entrada da Rua Triana, vai que não vai, mas aqui no Carregado? Então e nós, e as nossas lojas? E já agora as restantes lojas de Alenquer que não estão situadas na Rua Triana?”, acrescentam, visivelmente irritados e desmotivados com mais esta atitude da autarquia presidida por Pedro Folgado. “Não sabem fazer nada de jeito, e o pior é que decidem fazer tudo por eles mesmos, sem consultar ou pedir opiniões a quem quer que seja”, refere um comerciante, que acrescenta: “Julgam-se os donos da verdade, consideram que apenas e só eles sabem fazer as coisas, mas depois é o que vemos desde há dois anos: asneiras atrás de asneiras, como nunca se tinha visto em Alenquer, nem nos tempos do Álvaro Pedro, como se tem dito e muito bem no seu jornal”. O presidente da Junta de Freguesia local também não vê com bons olhos o total alheamento da Câmara em relação ao comércio tradicional do Carregado nesta época festiva. José Manuel Mendes afirma, de resto, que tem sido a mesma coisa em todos os natais: desprezo total da autarquia em relação ao Carregado, a freguesia que mais contribui com impostos para a receita do município.

















