

A primeira Revisão ao Orçamento e às Grandes Opções do Plano foi aprovada em sede de assembleia municipal no decurso da reunião deste órgão deliberativo ocorrida na última noite de abril. A exemplo do que já tinha acontecido no contexto do executivo municipal, o voto de qualidade do presidente Luís Rema foi decisivo para desbloquear o empate verificado aquando da votação dos deputados eleitos.
O documento foi aprovado pelos deputados do Partido Socialista e pelos eleitos com estatuto de independentes naquele organismo. Cenário idêntico já tinha acontecido aquando da votação do executivo liderado por João Miguel Nicolau. A coerência manteve-se nos votos em sentido contrário, com a CDU, PSD, CDS, IL e CHEGA a votarem contra. Registou-se então um empate a 16 votos, tendo prevalecido o voto de Luís Rema como “voto de qualidade”, que virtualmente resultou num 17-16 a favor da aprovação do documento.
João Nicolau teve oportunidade de voltar a falar dos termos em que o documento foi produzido e posteriormente alterado para ir de encontro às pretenções da oposição. O autarca afirmou que a câmara levou em consideração o que anteriormente tinha sido aprovado em Assembleia Municipal no sentido de recomendar a redução do orçamento alocado a eventos culturais.
Nicolau assegurou igualmente que o valor subtraído às festas foi redirecionado para obras municipais, e relembrou que não vai haver novas contratações devido ao facto do mapa de pessoal não ter sido aprovado em sede de câmara.
Neste contexto Diogo Carvalho reforçou a mensagem de Nicolau e garantiu que não há aumento de despesa no documento agora aprovado. O deputado socialista acredita que a questão do mapa de pessoal será resolvida. Já Pedro Matrola, eleito pelo CHEGA, garantiu que o aumento de custos com pessoal expresso na revisão orçamental preocupa os deputados da sua bancada.
Por diapasão idêntico alinha Amélia Caetano, da CDU, que afirmou que a proposta tem reservados mais de 500 mil euros para 63 novos trabalhadores. A eleita comunista afirmou igualmente que “sem Mapa de Pessoal aprovado esta revisão não faz sentido”, e citámos Amélia Caetano.
Quem não vai muito à bola com festas é mesmo Micael Correia. O eleito pelo PSD e presidente da União das Freguesias de Alenquer afirma que os munícipes não se iriam opor caso a governação da autarquia deixasse de realizar algumas festas com o objetivo de aplicar essas verbas poupadas em festejos a recuperar estradas.
Micael Correia também aludiu ao apoio concedido a cada uma das freguesias, considerando injusta essa distribuição igualitária devido às diferenças existentes no território. No mesmo sentido Diogo Carvalho recordou a Correia que o valor que está alocado às freguesias na revisão orçamental não será distribuído de igual forma por cada uma das 11 divisões administrativas locais do Concelho de Alenquer.






















