Dia da Liberdade em Alenquer: “Ausência de maioria absoluta é oportunidade para exercitarmos os valores de abril”

O Concelho de Alenquer assinalou o 25 de abril com a presença de eleitos de todas as forças políticas com assento no executivo municipal e na assembleia municipal. As comemorações em Alenquer e um pouco por todo o país evidenciaram a consciência generalizada da importância de manter vivos os valores conquistados há 52 anos na chamada revolução dos cravos.

O Concelho de Alenquer assinalou o 25 de abril com a realização da tradicional sessão solena na manhã de sábado, nos Paços do Concelho. Marcaram presente neste evento eleitos de todas as forças políticas com assento no executivo municipal e na assembleia municipal, organismos presididos respetivamente por João Miguel Nicolau e por Luís Rema. A presença massiva nesta cerimónia em Alenquer e um pouco por todo o país evidenciou a consciência generalizada da importância de manter vivos os valores conquistados há 52 anos na chamada revolução dos cravos.

Dos muitos discursos que tiveram lugar nesta cerimónia de Alenquer destacamos a intervenção, de João Miguel Nicolau, o presidente da autarquia: “Vivemos hoje em Alenquer um paradigma político que espelha a maturidade do nosso eleitorado. A ausência de uma maioria absoluta neste mandato não deve ser vista como um obstáculo, mas sim como uma oportunidade de ouro para todos exercitarmos a essência mais pura do 25 de abril”, afirmou o presidente da autarquia alenquerense no discurso alusivo às cerimónias do dia da liberdade.

O autarca destacou ainda a necessidade se ser capaz “de ouvir quem pensa diferente e de encontrar o denominador comum; a capacidade de dialogar e de encontrar consensos para o muito que temos para fazer pela nossa terra e pelas nossas populações”. João Miguel Nicolau relembrou igualmente os 180 dias de mandato que serão assinalados no final de abril e recordou o comboio de tempestades que afetou o território concelhio.

“Estivemos no terreno, ouvimos as juntas de freguesia, as associações, os cidadãos; não sendo o mais afetado, o Concelho de Alenquer ainda assim sofreu danos graves que vão demorar a serem reparados. Já reabrimos estradas e caminhos com os meios que temos mas as grandes reparações precisam do apoio do poder central”, afirmou igualmente o presidente da Câmara de Alenquer, garantindo que, e citamos Nicolau, “cá estaremos para pressionar, para exigir e para acautelar os interesses da nossa terra”.

O edil relembrou ainda que a escolha dos eleitores aquando das eleições autárquicas de 12 de outubro do ano passado exige de todos os eleitos, no executivo e na assembleia municipal, uma “responsabilidade redobrada; que sejamos todos dignos de quem lutou e de quem fez a revolução portuguesa, mantendo Alenquer como uma terra de liberdade, de progresso e de união”.

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VIAAlexandre Silva
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