
Os vereadores da Coligação TODOS eleitos pelo PSD em Alenquer também reagiram já no decurso desta tarde de terça-feira à votação e consequente chumbo da revisão orçamental que teve lugar na reunião do executivo de Alenquer realizada esta segunda-feira. “O executivo decidiu avançar com esta primeira retificação do orçamento com aumento da despesa com festas e romarias, sem uma estratégia, sem um relatório de danos e prejuízos e sem um plano de recuperação, tudo à revelia dos compromissos acordados da reunião privada que realizámos”.
Numa extensa publicação que constitui um desafio para resumir aos nossos leitores, Francisco Guerra e Filipe Rogeiro começam por afirmar: “Quando em 10 de dezembro de 2025 viabilizamos o Orçamento e Mapa de Pessoal para 2026, dissemos que a nossa votação não significava concordância, mas visava permitir governabilidade a quem ganhou as eleições”. Os eleitos do PSD acrescentam: “Também dissemos que nunca iríamos constituir um impedimento à governação socialista e que faríamos uma oposição responsável”.
Os eleitos do TODOS referem igualmente: “Na reunião de câmara de 9 de fevereiro, já depois das tempestades que assolaram o nosso território, o presidente propunha a integração do saldo de gerência do ano anterior (7,3 milhões de euros) no Orçamento de 2026, distribuindo-o pelas diversas rubricas, onde se destacavam os reforços em eventos festivos como a Alma do Vinho, Presépio de Portugal, Feira da Ascensão e Terra do Espírito Santo que, de uma dotação inicial de mais de 1,2 milhões, passariam para o valor de mais de 1,9 milhões, ou seja, mais de 722 mil euros”.
Francisco Guerra acrescenta: “Este executivo preparava-se para prosseguir, ainda com mais investimento, numa política de efemérides em detrimento dos necessários investimentos estruturais, ainda que o TODOS venha alertando, quer na Câmara, quer na Assembleia Municipal, para esta clara desproporção, agravada pela ausência de qualquer critério de mensuração do impacto dos eventos na economia e atratividade locais”.
Os eleitos do TODOS relembram a reunião privada ocorrida “por iniciativa do Vereador independente Tiago Pedro, na qual todos os vereadores sem pelouros manifestaram disponibilidade para aprovar orçamento retificativo que garantisse a diminuição da despesa destinada a festas, eventos e romarias, o reforço das verbas destinadas às freguesias e a elaboração de um relatório de danos e prejuízos com custos e respetivo plano de recuperação, com urgências e prioridades”.
Já sobre a reunião desta segunda-feira, palco do chumbo da Revisão Orçamental, Guerra afirma: “Fomos surpreendidos com um ponto agregado em que se propunha Alteração ao Orçamento e Grandes Opções do Plano de 2026 e alteração ao mapa de pessoal do município. Antes ainda de proceder à votação, todos os vereadores sem pelouros alertaram o executivo para a necessidade de retirar a proposta e corrigir as falhas evidentes do documento, nomeadamente aquelas que haviam sido acordadas na reunião privada realizada no dia 2 de março”.
O vereador do TODOS eleito pelo PSD diz ainda: “O executivo mente porque, relativamente à alegada redução da despesa com festas, eventos e romarias, verifica-se que o valor não foi diminuído, tendo antes sido aumentado em 87.600 euros, e quanto às verbas a transferir para as freguesias, importa sublinhar que continua por apresentar o relatório de danos e o plano de recuperação do concelho”.
Francisco Guerra complementa neste contexto: “A nossa posição é clara: é necessário corrigir os erros, introduzir as alterações necessárias e apresentar um documento sério e credível que responda verdadeiramente às necessidades do concelho; queremos um retificativo que diminua a despesa em festas e romarias e uma transferência não inferior a 1 milhão de euros para as freguesias”.
























