Alenquer: oposição chumba revisão do orçamento mesmo após reunião privada de preparação do documento

O executivo do Município de Alenquer reprovou hoje por maioria a proposta relativa à primeira Revisão ao Orçamento e Grandes Opções do Plano de 2026 e ainda a primeira Alteração ao Mapa de Pessoal de 2026.

O executivo do Município de Alenquer reprovou hoje por maioria a proposta relativa à primeira Revisão ao Orçamento e Grandes Opções do Plano de 2026 e ainda a primeira Alteração ao Mapa de Pessoal de 2026. O presidente da autarquia anunciou uma redução de 250 mil euros nos orçamentos alusivos a grandes eventos culturais para combate aos efeitos das intempéries mas a proposta acabou por ser reprovada pelos vereadores do PSD (TODOS), Tiago Pedro (MAI) e Carlos Sequeira (CHEGA).

A votação que teve lugar no decurso da reunião de câmara desta segunda-feira foi precedida por uma outra reunião privada que envolveu todos os vereadores eleitos ocorrida na semana anterior. João Miguel Nicolau afirmou que a revisão orçamental em causa teve em conta os efeitos das intempéries recentes e garantiu que foram destinados mais de um milhão de euros para fazer face a cenários de destruição. O autarca assegura que foram retirados 250 mil euros no orçamento dos principais eventos culturais, referindo igualmente que foram alocados valores constantes em outras rúbricas para a recuperação o território.

De acordo com João Nicolau, “14 milhões de euros de prejuízo não são possiveis de recuperar num ano num orçamento do nosso município, sendo que ainda não há indicação do governo central sobre a verba disponível para ajudar na recuperação do concelho”. O presidente assegura ter havido “uma redução significativa de gastos nos eventos culturais, nomeadamente as Festas do Espírito Santo, que sofreu a redução mais drástica”.

Nicolau disse ainda que a Feira da Ascensão também sofrerá um ajuste. Já a Alma do Vinho, de acordo com João Nicolau, é um caso de exceção, porquanto o presidente da Câmara de Alenquer afirma que o evento registou “um crescimento muito grande no último ano”. Desta forma o executivo decidiu “não ser oportuno” aplicar uma redução significativa no orçamento do festival agendado para setembro.

O que é facto é que a oposição rejeitou esta versão de alteração ao Orçamento. Francisco Guerra ainda sugeriu que o tema fosse retirado da ordem de trabalhos e afirmou que o que estava a ser alvo de discussão não correspondeu ao que foi abordado na reunião privada. O eleito do PSD acusou mesmo o executivo de “batota”, termo que mereceu total repúdio por parte de João Miguel Nicolau. O vereador do PSD afirmou haver “um aumento com as despesas com festas num total de 89 mil euros”.

Por sua vez João Nicolau garantiu que Francisco Guerra não interpretou corretamente os valores constantes no documento. “Não existe aumento de verbas destinadas a eventos culturais”, reforçou o presidente, que já antes tinha assegurado ter havido uma redução de 250 mil euros nos orçamentos alusivos a grandes eventos culturais para combate aos efeitos das intempéries. Carlos Sequeira (CHEGA) afirmou que “os 73 novos postos de trabalhos vão aumentar o encargo a assumir pela autarquia”, acrescentando que votou contra a revisão orçamental “devido à forma como esta está apresentada”.

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VIAAlexandre Silva
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