
A Ministra do Ambiente e Energia visita hoje Azambuja, terça-feira 10 de fevereiro, com o objetivo de acompanhar no terreno a situação hidrológica no concelho e avaliar as infraestruturas de retenção de água. A agenda da governante inclui uma passagem pela barragem/charca da Retorta, situada na Herdade da Torre Bela, onde a entrada está vedada a jornalistas que acompanhem a comitiva.
O encontro está marcado para as 14h30 no quartel dos Bombeiros Voluntários de Alcoentre, seguindo-se a visita à Herdade da Torre Bela e à barragem/charca da Retorta. “A entrada na Herdade da Torre Bela é apenas permitida às comitivas do Ministério do Ambiente e Energia e do Município de Azambuja”, refere a nota de imprensa alusiva a este evento. Recordamos que foi na Herdade da Torre Bela que ocorreu a 20 de dezembro de 2020 aquilo que o Fundamental noticiou em primeiríssima mão com o título de “Massacre na Torre Bela em Azambuja: 540 animais chacinados numa montaria assassina”.
Tal como certamente todos os leitores recordam, tratou-se de uma “montaria” levada a cabo na Quinta da Torre Bela que levou à morte de 540 animais, a esmagadora maioria veados e javalis. O massacre foi na altura “publicitado” nas redes sociais por alguns dos 16 “caçadores” que participaram neste crime contra a natureza e causou uma onda internacional de reações adversas, que colocou esta Herdade nas bocas do Mundo precisamente a partir do título que o Fundamental utilizou na notícia que despoletou o conhecimento público deste crime.
Atualmente parte da Herdade da Torre Bela está ocupada por painéis de produção de energia solar, mas continua a ser notícia devido à forma como alguns animais que viviam em liberdade terão ficado “enleados” nas construções dos humanos, abandonados à sua sorte e “esmagados” no seu cada vez mais exíguo território, onde muitos acabaram por morrer à fome. Em causa estão espécies como veados, gamos e javalis. Neste contexto, talvez se compreenda a proibição da entrada de jornalistas nesta singular herdade.




















