Azambuja tinha mesmo de não mudar e Silvino Lúcio continua a ser o Presidente da Câmara

Silvino Lúcio foi reeleito presidente da autarquia de Azambuja e o Partido Socialista voltou a eleger 3 representantes, tendo o PSD liderado por Margarida Lopes obtido dois mandatos. Já a CDU e o CHEGA mantém um representante no executivo, também a exemplo do que ocorria no mandato anterior.

O Concelho de Azambuja vai continuar a ser governado com um figurino idêntico ao que já tinha assento no executivo municipal no mandato que terminou com as autárquicas deste domingo. Silvino Lúcio foi reeleito presidente da autarquia e o Partido Socialista voltou a eleger 3 representantes, tendo o PSD liderado por Margarida Lopes obtido dois mandatos. Já a CDU e o CHEGA mantém um representante no executivo, também a exemplo do que ocorria no mandato anterior.

Desta forma Silvino Lúcio caminha firme para um segundo ciclo à frente dos destinos da autarquia de Azambuja, continuando a ser acompanhado neste desígnio pelo vice-presidente António José Matos e pela vereadora Ana Coelho. O PSD elegeu Margarida Lopes e Luís Benavente e a Coligação Democrática Unitária colocou António Torrão no executivo Municipal, onde vai ter a companhia de Inês Louro do partido CHEGA.

Aqui ficam os números e as respetivas percentagens alusivas à votação para a Câmara de Azambuja:
1. PS – 32,92% – 3.475 votos – 3 mandatos
2. PSD – 30,35% – 3.204 votos – 2 mandatos
3. CHEGA – 17,24% – 1.820 votos – 1 mandato
4. CDU – 13,69% – 1.445 votos – 1 mandato
5. BE – 2,17% – 229 votos – sem mandatos

Destaque para a margem de vitória do PS relativamente ao segundo colocado nestas autárquicas em Azambuja, que se cifrou em 271 votos. A candidatura do PSD protagonizada por Margarida Lopes como cabeça de lista foi destacada nas sondagens e nas perspetivas de algumas estações de televisão como a potencial vencedora destas autárquicas, mas a contagem final dos votos acabaria por fazer relembrar o ditado popular: “até ao lavar dos cestos, é vindima”.

António Torrão conseguiu manter o eleito da CDU no executivo da autarquia e muito possivelmente será o próximo “fiel da balança”, antevendo-se um acordo com o Partido Socialista e respetivo cargo na vereação com pelouros atribuídos. Já o Bloco de Esquerda, como era esperado, não passou de uma votação residual, correspondente à ausência e profundo desconhecimento do povo em relação ao candidato e à sua dedicação à causa concelhia.

Referência igualmente para o CHEGA, que a 18 de maio aquando das legislativas “limpou” o Concelho de Azambuja. O povo distingue perfeitamente entre quem deseja ver no parlamento (André Ventura) e entre quem não deseja ver na Câmara de Azambuja, e neste sufrágio autárquico a diferença comparativamente com as legislativas está à vista. A candidata do CHEGA, que recusou os convites do Fundamental Canal para ser entrevistada no âmbito destas eleições, regressou à terra e levou um banho de humildade.

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VIAAlexandre Silva
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