
O Fundamental Canal dá seguimento às entrevistas que está a levar a cabo aos candidatos às autárquicas de 12 de outubro também no Concelho de Azambuja. Desta vez encetamos um conjunto de conversas com os candidatos que secundam os cabeças de lista, iniciando a “ronda” com Luís Benavente, o número dois da lista do PSD de Margarida Lopes que se apresenta a votos no próximo outono.
Esta é a primeria entrevista política de Luís Benavente, filho do antigo presidente da autarquia de Azambuja João Benavente, cuja presença na liderança do executivo ocorreu entre 1985 e 1999. “Desde sempre que o meu pai é uma inspiração e é o meu melhor amigo; oiço muito os seus conselhos políticos”, refere o candidato, jurísta de profissão com experiência nas autarquias da Nazaré, Loures e Cartaxo. “Estou convencido que em Outubro o PSD será poder senão em todas, em quase todas as freguesias”, afirma ainda Benavente.
De resto o candidato elogia generosamente Margarida Lopes, a candidata a presidente da Câmara de Azambuja pelos social democratas: “O que me motivou a aceitar este desafio foi o entusiasmo que Margarida demonstrou quando me lançou o convite”, afirma Luís Benavente, complementando: “Margarida Lopes tem um projeto para o Concelho de Azambuja, tem sensibilidade e gosta de ouvir as pessoas”.
Benavente justificou a sua saída do Partido Socialista: “Houve um afastamento ideológico do partido e em relação às pessoas que ficaram à frente do partido, quer a nível nacional quer a nível local”. E acusa a atual gestão camarária de deixar para trás a oportunidade de aproveitar o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) lançado aquando da pandemia: “Temos uma execução de 7,8 por cento do PRR em Azambuja”.
O número dois da lista do PSD à Câmara de Azambuja foi mesmo cáustico em relação à gestão da autarquia nomeadamente no que diz respeito à Estratégia de Habitação e ainda ao projeto de requalificação da Escola Secundária de Azambuja: “Como é que o Município faz uma Estratégia de Habitação a contemplar os edifícios de Vale de Judeus sem previamente avaliar se havia, ou não, a possibilidade de utilizar esses edifícios nesse plano estratégico?”, questiona Benavente.



















