
Os três partidos com representação no executivo municipal de Alenquer já terão definido os seus candidatos à presidência da câmara municipal para as eleições autárquicas de 2025. PS e CDU apresentaram respetivamente João Miguel Nicolau e Ernesto Ferreira, ao passo que o PSD deverá abdicar de ter candidatura própria optando por apoiar o Movimento TODOS e a candidatura de Francisco Guerra. Alenquer fica à espera de ver se se repetirá o cenário de 2021, quando então foram a votos 8 candidaturas à liderança da autarquia.
O PS tomou a dianteira neste particular e desde 5 de outubro de 2024 que tem oficialmente definido o seu candidato a presidente de câmara. João Miguel Nicolau foi a escolha consensual do partido, sendo que Pedro Folgado estava impedido de ser recandidato devido à lei da limitação de mandatos. Nicolau não se “encostou à sombra da bananeira” e tem desenvolvido diversas iniciativas que visam dar a conhecer o propósito da sua candidatura. O presidente do PS de Alenquer foi também deputado na Assembleia da República eleito pelos socialistas nos dois governos que precederam a chegada de Luís Montenegro ao cargo de primeiro ministro.
João Nicolau é igualmente o líder da bancada socialista na Assembleia Municipal de Alenquer e nesse contexto acompanha com pormenor os dossiers mais relevantes relacionados com a gestão do município. Está muito ativo nas redes sociais e empreendeu o Forum Novo Impulso, uma formula que pretende estimular a proximidade aos munícipes e ouvir contributos que ajudem a equipa do candidato a definir o programa eleitoral que previsivelmente será apresentado lá para o inicio do verão. Nicolau está em clara vantagem por ter começado mais cedo a sua demanda eleitoral.
Já Ernesto Ferreira é apresentado sem grande surpresa como o candidato pela CDU, uma repetição do que já aconteceu em 2017 e em 2021. Ainda chegou a pairar no ar a possibilidade de Miguel Carretas poder vir a ser o candidato, mas os comunistas de Alenquer optaram por persistir na mesma fórmula que nos dois últimos atos eleitorais apenas permitiram à Coligação eleger um representante no executivo da autarquia alenquerense. Em 2017 Ernesto obteve 2470 votos e quatro anos depois a fasquia baixou para os 2071 votos. Se a tendência se mantiver a própria representação no executivo poderá estar em causa.
O PSD ainda não definiu o seu candidato e muito dificilmente avançará com uma candidatura própria. A Comissão Política Concelhia presidida por Cristina Inácio pretende apoiar o Movimento TODOS que tem em Francisco Guerra a sua figura mais desejada para assumir uma candidatura à presidência da autarquia. O TODOS está pacientemente a aguardar desenvolvimentos quanto ao futuro imediato do PSD, cuja Comissão Política pretende submeter à aprovação da Distrital do Oeste o apoio ao TODOS.
Por sua vez Francisco Guerra garantiu em entrevista ao Fundamental que o Movimento só tem razão de existir se for apoiado pelo PSD local, pelo que tudo indica que os social democratas liderados por Cristina Inácio vão mesmo abdicar de ter candidato e listas próprias para optar por se aliar ao TODOS. A decisão caberá à estrutura distrital do partido, que deverá optar por anuir à intenção de Cristina em detrimento de mais uma “crise” social democrata local, idêntica à que abriu portas a Nuno Miguel Henriques no PSD de Alenquer, naquele que representa um tremendo de um sacrifício pessoal para o vereador que se desloca quinzenalmente às segundas-feiras do Fundão para Alenquer…






















