Freguesia de Azambuja bate forte no Estado central: “desprezo total por quem tem mobilidade reduzida”

O executivo da Freguesia de Azambuja bateu forte e feio nas Infraestruturas de Portugal por causa da Estação da CP da vila-sede de concelho. Em causa estão os elevadores da Estação Ferroviária e aquilo a que os eleitos liderados por André Salema apelidam de "sentimento de desprezo da Infraestruturas de Portugal" por quem tem mobilidade reduzida.

O executivo da Junta de Freguesia de Azambuja bateu forte e feio nas Infraestruturas de Portugal por causa da Estação da CP da vila-sede de concelho. Em causa estão os elevadores da Estação Ferroviária de Azambuja e aquilo a que os eleitos liderados por André Salema apelidam de “sentimento de desprezo da Infraestruturas de Portugal” por quem tem mobilidade reduzida.

André Salema referiu a este propósito: “Quando as palavras dos autarcas não se fazem ouvir, é o mesmo que tapar a boca da população. Há anos que os utentes com mobilidade reduzida da estação ferroviária de Azambuja vivem na incerteza de conseguirem, ou não, aceder às plataformas de embarque, para que simplesmente possam chegar ao seu destino”. O autarca dava assim seguimento a uma resolução tomada em reunião do executivo ocorrida recentemente.

Salema complementou: “Os utentes da estação estão saturados com as avarias constantes dos elevadores e uma prisão para quem lá fica retido, uma autêntica barreira num serviço público de transportes. O sentimento de desprezo da Infraestruturas de Portugal é generalizado na população, conhecedora desta situação há vários anos”, diz ainda o Presidente da Freguesia de Azambuja.

O autarca assegura que o vandalismo é a causa principal destas avarias que tanto transtorno significam para a população com mobilidade reduzida. A estação ferroviária de Azambuja instalou os primeiros elevadores em 1995, permitindo à população aceder às plataformas de embarque. Atualmente estes equipamentos têm perto de 30 anos de serviço público, com desgaste inerente à sistemática utilização.

André Salema ainda refere: “Consideramos que está em causa a discriminação de parte da população com mobilidade reduzida, ao não se resolver um problema que se arrasta no tempo, sem que se tenha no horizonte uma solução para este problema. Este assunto não é exclusivo da estação ferroviária de Azambuja; no entanto, a cadência na resolução destes problemas é bastante inferior no que diz respeito à nossa realidade”.

O Presidente da Freguesia de Azambuja remata: “Concluímos que seria simples a resolução deste problema, com a instalação de dispositivos tecnológicos que permitam o acesso aos elevadores através do “Cartão Navegante”, ou outros que se ache por conveniente. Desta forma permitiria o uso exclusivo aos utentes, reduzindo substancialmente a utilização indevida dos mesmos”.

André Salema fala de falta de vontade e inércia das Infraestruturas de Portugal: “Percebemos que os contactos efetuados ao longo dos anos esbarram na falta de vontade em resolver este problema, para enfatizar o sentimento generalizado com que a população ficou face à pior remodelação das estações de toda a linha suburbana de Azambuja. A Infraestruturas de Portugal faz tábua rasa à revindicação das populações, utentes e autarcas, e resta-nos indignar com a inação e falta de sensibilidade para esta questão”.


“Hospitais estão abertos mas não têm médicos; é uma vergonha” – Nelson Neves no Portugal Atual

;
VIAAlexandre Silva
COMPARTILHAR