“A PSP nunca intervém quando é chamada ao local”

Segundo os moradores, o pandemónio acontece todas as noites às portas da Cafetaria D'arte, em plena Rua Manuel Gomes da Silva, no centro do Cartaxo. Consumo de droga às descaradas, barulho com fartura e até tiros transformam o Cartaxo num autêntico... far west. Os habitantes do número 39 daquela rua afirmam-se desesperados. Pedro Ribeiro promete uma resposta musculada da PSP. Mas Ricardo Alves, na foto, assegura que a Polícia de Segurança Pública nunca intervém quando é chamada. "Eu sozinho é que tenho que limpar a rua dos passadores de droga".

Ricardo Alves, na foto, assegura que a Polícia de Segurança Pública nunca intervém quando é chamada. "Eu sozinho é que tenho que limpar a rua dos passadores de droga".

A Reunião de Câmara do Cartaxo que decorreu a 1 de Fevereiro no salão nobre do edifício-sede da autarquia cartaxeira voltou a apresentar uma sala a abarrotar de munícipes. Desta vez, o problema prende-se com o ambiente vivido numa das artérias principais da cidade cartaxeira, na qual está situada a Cafetaria D’arte. Uma munícipe desesperada garante que vive num prédio da referida artéria, a rua Manuel Gomes da Silva, mesmo no centro do Cartaxo, e que ali se vive um autêntico descalabro social. Consumo de drogas, barulho excessivo, desavenças resolvidas a tiro e hábitos de higiéne suspeitos são apenas alguns dos queixumes de quem vive naquele prédio, e as queixas estão invariavelmente relacionadas com o ambiente do café instalado no rés-do-chão do prédio, o número 39 daquela artéria, conhecido por Cafetaria D’Arte. Os moradores vivem angustiados e têm medo de sair à rua, garantiram na reunião de Câmara, perante presidente, vereadores e algumas dezenas de munícipes que assistiam à sessão. Até o presidente da autarquia afirma que conhece bem a situação; Pedro Ribeiro mora perto do prédio problemático e garante que a si já chegaram as queixas dos moradores. Pedro Ribeiro assegura, igualmente, que a PSP vai estar muito atenta à situação. O objectivo é apertar o cerco ao proprietário do café, ao que parece reincidente nestas andanças. Segundo afirma o presidente da autarquia, Ricardo Alves não tem património em seu nome, o que atrapalha a cobrança dos autos a que o café possa ser sujeito. “Já no início deste mandato tivemos um problema destes no Largo do Osório, que resolvemos graças a uma intervenção musculada da PSP”, acrescentou Pedro Ribeiro, procurando de alguma forma descansar os desesperados munícipes que habitam naquele prédio do centro da cidade do Cartaxo. Mas Ricardo Alves contesta algumas das acusações que vieram a público na reunião do executivo camarário. Segundo o proprietário da Cafetaria D’arte, a Polícia de Segurança Pública nunca intervém quando é por si chamada ao local. “Eu é que tenho que andar sozinho a limpar a rua dos passadores de droga e afins”, refere Ricardo Alves. O Fundamental procurou por diversas vezes aprofundar a versão do proprietário da Cafetaria D’arte mas, não obstante até nos ter facultado o seu contacto telefónico, não conseguimos que Ricardo Alves nos tivesse atendido o telefone, mesmo após termos enviado uma mensagem prévia, anunciando o nosso número para que o mesmo pudesse ser atendido conforme, aliás, fora solicitado pelo jovem empresário. Alves referiu: “Estou disponível quando você quiser, para se esclarecer isto duma vez por todas… O porquê da PSP nunca intervir quando chamada…. E o porquê de eu sozinho andar a limpar a rua dos passadores de droga e afins”.

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FONTEA.T.
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