

Silvino Lúcio foi ontem escolhido como potencial candidato pelo Partido Socialista em Azambuja no âmbito das eleições autárquicas que se realizam em outubro deste ano. Lúcio apresentou-se disponivel para ser candidato e desta forma afrontou o actual presidente da Câmara de Azambuja, já que Luís de Sousa, que também apresentou a sua disponibilidade para ser candidato, foi derrotado por Silvino.
A escolha de Silvino teve lugar durante a reunião da Comissão Política Concelhia do PS, que decorreu na noite desta segunda-feira. Silvino Lúcio recolheu 13 votos favoráveis, contra apenas 8 destinados à potencial candidatura de Luís de Sousa. Verificaram-se 3 votos em branco e um voto nulo.

Desta forma, Silvino Lúcio afigura-se como o potencial candidato com que o Partido Socialista vai apresentar-se ao eleitorado em Azambuja. Resta agora saber se a FAUL (Federação da Área Urbana de Lisboa do Partido Socialista) aprovará esta indicação da estrutura concelhia azambujense. Recorde-se que já não é a primeira vez que a direcção nacional do partido rejeita a escolha de uma concelhia socialista. Este ano já sucedeu em Barcelos e em Fafe.
Registe-se que Silvino Lúcio sujeitou-se a uma consulta médica no decorrer do dia de ontem, da qual acabou por resultar uma baixa médica de 12 dias. No entanto, e mesmo oficialmente doente, o ainda vice-presidente da Câmara de Azambuja dirigiu a reunião da Comissão Política Concelhia do PS de Azambuja. Alguns dos elementos que estiveram presentes na mesma reunião afirmam que Silvino não aparentava quaisquer sinais de doença ou debilidade. “Provavelmente mais uma baixa médica fraudulenta, e logo por parte de alguém com responsabilidade e que deveria dar o exemplo”, opinou a nossa fonte.
Outro pormenor que não passou despercebido a alguns dos elementos da estrutura do PS presentes na reunião de ontem prende-se com o voto de pesar que Silvino Lúcio propôs pelo falecimento… do seu próprio pai, alegando que o falecido progenitor fez parte da Junta de Freguesia de Aveiras de Baixo durante dois anos na longínqua década de oitenta. O voto de pesar pelo falecimento do pai do vereador e presidente da concelhia juntou-se a igual procedimento no contexto da morte de Mário Soares, fundador do Partido Socialista.
















