Aveiras: cancelado concerto beneficiente de Paco Bandeira – Promotor acusa direção da Casa do Povo

Foi cancelado o espectáculo de cariz beneficiente que traria o cantor Paco Bandeira a Aveiras de Cima no próximo dia 21 de abril. As receitas do concerto reverteriam para a Casa do Pombal a Mãe, mas o organizador do evento informou o Fundamental que o mesmo foi cancelado pela direção da Casa do Povo de Aveiras “invocando motivos dúbios e aos quais sou totalmente alheio”, citando João Duarte.

João Duarte tem 70 anos e vive em Aveiras de Cima desde há algum tempo. Conhece bem diversos artistas e figuras públicas, razão pela qual lhe foi fácil chegar à fala com Paco Bandeira. Ao mesmo tempo, o promotor deste concerto beneficiente é um admirador confesso da obra do Prior António Cardoso, com o qual tem uma relação de amizade. Foi assim que surgiu a ideia de trazer Paco Bandeira a Aveiras de Cima.

O concerto estava agendado para 21 de abril, tal como o Fundamental noticiou a 30 de março, na última quinta-feira, tendo sido o único órgão de comunicação a veicular esta noticia. De acordo com João Duarte, inicialmente a Direção da Casa do Povo de Aveiras acolheu a ideia com entusiasmo, definindo até o valor que iria ser cobrado ao público através dos bilhetes: 10 euros para sócios da Casa do Povo, e 15 euros para não sócios. Os bilhetes seriam impressos com a ajuda logística da Junta de Freguesia, referiu, de acordo com o que lhe fora transmitido pela direção da Casa do Povo.

Segundo João Duarte, foi-lhe igualmente transmitido pela direção liderada pelo muito conhecido José Manuel Pratas que a iniciativa era bem vinda, não apenas por se tratar de uma ação destinada a ajudar a Casa Mãe como também porque o mesmo concerto iria trazer vida e dinâmica a um auditório da Casa do Povo que, em boa verdade, passa a maior parte do ano fechado e sem ser dinamizado.

Acontece que já hoje, terça-feira, dia 4 de Abril, recebemos a “má nova” do promotor do concerto beneficiente: “Comunico-vos que o concerto de Paco Bandeira foi cancelado pela Direção da Casa do Povo de Aveiras de Cima, por motivos dúbios invocados e aos quais sou totalmente alheio, preferindo os Senhores Directores da Casa do Povo ter um excelente auditório, mas às moscas e a ganhar pó!”. João Duarte lamenta que os responsáveis pela Casa do Povo tenham dado o “dito pelo não dito”, retrocedendo na disponibilidade para receber o concerto de ajuda à Casa Mãe.

Ainda segundo João Duarte, um diretor da Casa do Povo também ligado à Comissão de Festas de Aveiras argumentou que o evento de Paco Bandeira, sendo hipoteticamente patrocinado pela SIVAC, iria estar a “absorver” parte do valor do patrocínio que a empresa iria disponibilizar para as Festas de Aveiras. “A preocupação desse senhor era que a SIVAC, patrocinando o evento de ajuda à Casa Mãe, já não daria tanto dinheiro para a Festa de Aveiras”, explicou João Duarte. “Outra razão invocada por uma senhora da direção da Casa do Povo era que Paco Bandeira tinha morto a mulher e que por isso não seria boa ideia a instituição promover esse concerto”, disse ainda João Duarte, mostrando-se incrédulo com… o patamar de (falta de) elevação a que a situação tinha chegado.

O promotor deste espectáculo músical assegurou ainda ao Fundamental que Paco Bandeira abdicaria da totalidade do seu cachet pessoal a favor da instituição criada pelo Prior António Cardoso, havendo apenas lugar ao pagamento do cachet dos músicos como é vulgar de acontecer nestes casos, uma verba cifrada em 1500 euros, que Duarte garante que seria “muito facilmente” ultrapassada, tendo em conta até o manifesto interesse de muita gente sobretudo após a publicação da notícia no Fundamental.

Já o próprio João Duarte, que estabeleceu o contacto com o cantor de Elvas, assegura que o fez, e citamos de novo, “sem qualquer interesse financeiro e apenas com o propósito de ajudar uma instituição fundada por uma pessoa excepcional como é o Padre António, de quem sou amigo. Quando fazemos o bem, não devemos olhar a quem”, acrescentou Duarte, que ainda disse: “Infelizmente temos surpresas e deparamo-nos com pessoas que estão nos lugares para se servirem e não para servir o outro, conforme afirmam todos os Regulamentos das Associações e Coletividades”.


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