
Foi cancelada a hipoteca que pendia sobre o Centro Cultural do Cartaxo. A informação foi veículada pela câmara cartaxeira, que referiu: “A câmara pagou na íntegra a dívida à Caixa Geral de Aposentações (CGA) e conseguiu o cancelamento da hipoteca sobre Centro Cultural do Cartaxo (CCC), em vigor desde dezembro de 2013”.
Recorde-se que esta hipoteca fez parte do acordo estabelecido com a CGA para o pagamento de mais de 1 milhão e 400 mil euros devidos pela autarquia, que previa também o pagamentos de 645 mil euros até fevereiro de 2014 e 60 prestações de 10 mil euros por mês até 2018.

Segundo ainda fonte da Câmara Municipal do Cartaxo, “em dezembro último a câmara pagou antecipadamente todas as prestações em falta – poupando ao município mais de 24 mil e 800 euros de juros, cerca de 110 mil euros de pagamento aos trabalhadores que permaneciam sem a sua aposentação reconhecida, e libertando todas as hipotecas pendentes sobre equipamentos municipais – incluindo a hipoteca do Centro Cultural do Cartaxo, cujo cancelamento solicitou.”
Desta forma, o Centro Cultural já não está sob penhora, o que configura mais um problema resolvido pela gestão de Pedro Ribeiro. “Na certidão predial do Centro Cultural do Cartaxo (CCC), que o município viu hoje emitida – dia 17 de janeiro de 2017 –, já não consta a hipoteca sobre o imóvel e que tinha sido aceite em dezembro de 2013, como garantia da execução da dívida municipal à CGA”, conclui ainda a mesma fonte.
O presidente da autarquia, Pedro Ribeiro, considera o cancelamento da hipoteca como “o culminar de mais um processo difícil e moroso, que o executivo herdou do anterior mandato”. O autarca explicou que o valor total da dívida, cuja extensão afirma ter conhecido apenas quando tomou posse, era de 1 milhão e 406 mil euros.

Ribeiro acrescentou: “Desse valor, 223 mil euros eram referentes a descontos que tinham sido feitos aos trabalhadores, entre junho e dezembro de 2011, mas que não tinham sido entregues à CGA, e a descontos da entidade patronal, de junho de 2011 a setembro de 2013, valores acrescidos de juros de mora e custas de dezenas de milhares de euros”.
Para Pedro Ribeiro, o cancelamento desta hipoteca é também um momento decisivo para o município. “Mostra que o percurso que definimos no início do mandato não é fácil nem é rápido, e certamente não é popular, mas é o necessário para devolver ao Cartaxo a sua credibilidade institucional e às contas municipais a sustentabilidade que nos permitirá iniciar processos de investimento em áreas essenciais”, acrescentou o presidente.

















