
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Azambuja desafiou a autarquia local a assumir um auxilio efetivo na compra de um novo carro de desencarceramento para esta corporação. Ricardo Correia aproveitou a Assembleia Municipal que teve lugar na passada segunda-feira precisamente nas instalações dos Voluntários de Azambuja para recordar a promessa de Luís de Sousa de uma transferência de 220 mil euros como compensação de igual valor dado aos congéneres de Alcoentre.
O comandante relembrou ainda que o veículo de desencarceramento dos Voluntários de Azambuja já esteve inoperacional por cerca de 60 dias só no decurso deste ano de 2022. “Nestes 60 dias os bombeiros fizeram das tripas coração e colocaram o material de desencarceramento em cima de uma carrinha de caixa aberta, fazendo o socorro como se faria algures nos anos oitenta”, lamentou Ricardo, que referiu ainda o aumento da exigência que se coloca a esta corporação no contexto do crescimento do parque industrial do eixo Azambuja – Vila Nova da Rainha.
Ricardo Correia recordou também que no mandato de Luís de Sousa foi feita a promessa de uma transferência de cerca de 220 mil euros para os Bombeiros de Azambuja para “compensar” a aquisição de um veículo de combate a incêndios para a corporação de Alcoentre. “Essa transferência nunca chegou a realizar-se por dificuldades económicas e orçamentais”, relembrou o comandante, que apelou para que a autarquia apoie os Bombeiros de Azambuja na aquisição de uma nova viatura de desencarceramento. Silvino Lúcio relembrou que está a decorrer uma campanha junto das empresas do concelho destinada a angariar fundos para este objetivo. “Em 2023 estamos a contar conseguir essa aquisição”, acrescentou o presidente.
Refira-se que os Bombeiros de Azambuja já responderam este ano a 3042 ocorrências na área da saúde, sendo que metade das mesmas foram consideradas urgentes. Esta associação assegura mais de metade das ocorrências no contexto da saúde que têm lugar em todo o município. Ainda este ano os Voluntários de Azambuja responderam a 33 incêndios em área urbana, a 83 incêndios rurais e a 8 incêndios em transportes, assim como foram chamados a 63 acidentes de viação até ao dia 15 de outubro, o mesmo número que se verificou durante todo o ano de 2021.
Ricardo Correia referiu igualmente a este propósito: “Ainda que não sejamos um serviço de bombeiros municipalizado, respondemos em permanência a todo o tipo de ocorrência, juntamente com os Bombeiros de Alcoentre, a Cruz Vermelha de Aveiras de Cima e a GNR de Azambuja e de Aveiras”. O comandante assegurou, e citamos, que “os bombeiros estão a enfrentar grandes dificuldades económicas devido à inflação, dificuldades essas que já vêm desde os tempos da pandemia”. O preço da mão de obra e sobretudo o preço por quilómetro dispararam, sem que as fontes de receita desta associação tenham sido alvo de qualquer atualização, acrescentou Correia.




















