

Estavamos em 1997 e o final do ano haveria de trazer consigo eleições autárquicas. Em Azambuja o PSD chamava Virgínia Estorninho para tentar destronar João Benavente, uma missão difícil uma vez que o autarca vinha de uma maioria absoluta quatro anos antes. Estorninho fora uma escolha de Pacheco Pereiras, que à época liderava a Distrital de Lisboa do Partido Social Democrata. Mas a fundadora do PSD iria encontrar em Azambuja um autêntico cenário de guerra, liderado pelo “Che Guevara” António Jorge Lopes, que haveria de fazer a vida negra à antiga presidente da Junta de Freguesia do Alto do Pina. A tal ponto que Virgínia Estorninho o apelidou de “psicopata da política”, frase que fez título de capa numa das edições desse ano do Fundamental. Estorninho foi mais longe e afirmou mesmo que em toda a sua vida política nunca tinha visto nada que se assemelhasse a António Jorge Lopes, garantindo mesmo que tinha contraído uma doença do foro nervoso devido às tropelias do então militante e lider da JSD local. Mas como não há tropelias que os anos não apaguem, eis que doenças e psicopatías foram aparentemente colocadas para trás das costas. É que Virgínia Estorninho é, desde o passado dia 23 de Janeiro, Presidente da Mesa da Assembleia da Comissão Política do PSD de Azambuja, organismo que continua a ser presidido por António Jorge Lopes. A jovem Daniela Menúria preside à JSD de Azambuja.
















