
A polémica em torno do Convento das Virtudes continua bem viva, e tem conduzido à extrema irritação de Luis de Sousa e Silvino Lúcio, respectivamente presidente e vice-presidente da autarquia azambujense. Carlos Valada, líder da Freguesia de Aveiras de Baixo, à qual pertence a aldeia de Virtudes, garante que as humidades e infiltrações que acontecem a partir do telhado existem desde que o edifício foi requalificado, ainda durante os mandatos de Joaquim Ramos, e que a situação está devidamente documentada ao longo dos últimos anos, em emails trocados até com a anterior presidente da Junta de Freguesia. Esta posição de Carlos Valada vem a propósito de Sousa ter afirmado terem sido os lançadores de foguetes e morteiros festivos aquando da realização da Feira Medieval, em Setembro último, os responsáveis pela degradação do telhado. “Por causa dessa situação, agora já não há protocolo de cedência do Convento à Junta de Freguesia”, terá afirmado o presidente da autarquia de Azambuja, em jeito de retaliação. Na reunião de câmara, que está a decorrer em Azambuja, o presidente acrescentou sobre este assunto: “cheguei em 2014 e que não sei nada desses emails, pois antes deste mandato eu era vice-presidente, não era presidente nem vereador desse pelouro”. No entanto, Luís de Sousa mantém a convicção de que os foguetes e os petardos lançados a partir do telhado do Convento das Virtudes contribuiram para as fissuras que hoje existem no telhado. O presidente garante ainda que está prestes a lançar a empreitada de recuperação do telhado do convento, e acrescentou que Silvino nunca o pressionou nesta matéria no sentido de não estabelecer qualquer protocolo com a Junta de Freguesia de Aveiras de Baixo.

















