Azambuja: depósitos de água dos Casais do Farol em risco de derrocada

Os depósitos de água situados em Casais do Farol estão em risco de derrocada. A barreira que sustenta esta estrutura apresenta fissuras e sinais evidentes de que a sua sustentação está em risco. O proprietário das casas situadas no sopé deste terreno em Azambuja vive dias de grande preocupação. 

Os depósitos de água situados em Casais do Farol, na Freguesia de Azambuja, estão em risco de derrocada. A barreira que sustenta esta estrutura apresenta fissuras e sinais evidentes de que a sua sustentação está em risco. O proprietário das casas situadas no sopé deste terreno vive dias de grande preocupação. 

Luís de Sousa afirma que alertou a empresa responsável aquando da construção dos depósitos para esta eventualidade: “eu e o vice-presidente lutámos para que aqueles depósitos fossem construídos mais atrás, mas foi uma luta que não deu em nada“, afirmou o presidente. Já Silvino Lúcio assegurou há minutos que ainda hoje vai voltar a alertar a empresa responsável em relação a este caso de potencial derrocada.

A situação foi hoje abordada em reunião de câmara, que ainda está a decorrer em Azambuja na tarde desta terça-feira. O vereador Rui Corça alertou para o problema, revelando que a barreira de sustentação da estrada e das terras onde estão edificados os reservatórios de água em Casais do Farol está em mau estado, apresentando falhas e sinais óbvios de saturação.

Luís de Sousa afirmou a este propósito: “Tive conhecimento da perigosidade desta estrutura logo no inicio da sua construção, e inclusive eu e o vice-presidente acompanhámos de perto esta obra e tentámos junto da Águas de Azambuja que a construção destes depósitos fosse levada a cabo em terrenos mais recuados em relação à sua atual localização, mas essa foi uma luta em vão“, esclarece o Presidente da Câmara.

Sousa acrescenta: “Também abordámos os responsáveis no sentido de ali ser construído um muro de suporte, mas foi-nos respondido que tal não seria necessário e que inclusive nos davam garantias de que a estrutura estava bem suportada e de que não havia qualquer perigosidade“. O autarca disse ainda que a empresa responsável colocou uns medidores de estabilidade no talude que suporta as terras e a estrada envolvente.

Já Silvino Lúcio assegura que, e citamos, “na altura fomos bastante críticos em relação a esta construção e inclusive tivemos algumas reuniões com os responsáveis da empresa que fez esta edificação e que está sob alçada das Águas de Lisboa e Vale do Tejo“. O vice-presidente da Câmara de Azambuja referiu que o proprietário das casas situadas abaixo destes depósitos fez chegar à autarquia as suas naturais preocupações em relação ao perigo que antevê para a sua propriedade.

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VIAAlexandre Silva
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