Caminhada contra lixeira da Triaza uniu autarcas de Azambuja

Decorreu nesta manhã de quinta-feira a anunciada caminhada do Executivo Municipal de Azambuja contra o aterro sanitário da Triaza. A iniciativa foi decidida na última reunião de Câmara de Azambuja e juntou os eleitos da maioria socialista com os representantes dos partidos da oposição.

Decorreu nesta manhã de quinta-feira a anunciada caminhada do Executivo Municipal de Azambuja contra o aterro sanitário da Triaza. A iniciativa foi decidida na última reunião de Câmara de Azambuja, tal como o Fundamental noticiou oportunamente.

Esta caminhada juntou os eleitos da maioria socialista com os representantes dos partidos da oposição com assento no executivo – CDU e PSD em coligação com o CDS-PP – e ainda três elementos do MOAA-Movimento de Oposição ao Aterro de Azambuja. Luis de Sousa, Silvino Lúcio, Silvia Vitor e António José Matos representaram o executivo maioritário e foram acompanhados por Rui Corça e Maria João Canilho (Coligação PSD/CDS-PP) e por David Mendes, eleito pela CDU.

Recorde-se que esta iniciativa esteve associada à campanha pela não renovação da licença do aterro existente à entrada de Azambuja e que tanta polémica tem causado na comunidade da sede de concelho. O ponto de encontro e de partida foi a Praça do Município. Os “caminhantes” fizeram depois o percurso de cerca de 2 quilómetros a pé até à entrada das instalações da lixeira.

Silvino Lúcio, vice-presidente da Câmara de Azambuja, referiu-se ao evento desta forma: “Com esta iniciativa, acordada entre todos os eleitos – maioria socialista e oposição, o Presidente da Câmara e os Vereadores mostram, uma vez mais, a sua solidariedade para com a população no objetivo de resolver o problema ambiental que afeta Azambuja e o restante concelho“.

Relembre-se que ainda recentemente Luís de Sousa voltou a insurgir-se com indignação contra o facto da empresa Triaza vedar o acesso da Comissão de Acompanhamento à fiscalização das atividades do aterro. Sousa referiu a este propósito: “Um munícipe qualquer deseja construir um galinheiro e está logo lá em casa a fiscalização da Câmara, e este proprietário faz o que quer e veda a entrada às autoridades, como se nós não tivéssemos voz ativa no que se passa no nosso território concelhio“.

O Presidente da Câmara levantou mesmo a possibilidade de chamar as autoridades policiais para poder entrar no aterro e fiscalizar as atividades que ali ainda acontecem. “Se não nos deixam entrar vamos recorrer às autoridades competentes para ver se afinal nos deixam ou não fiscalizar o aterro”, acrescentou o Presidente da Câmara de Azambuja.

Recorde-se igualmente que decorreu até dia 10 deste mês uma consulta pública relativamente à renovação da licença do aterro da empresa Triaza, estabelecimento designado como “Centro de Tratamento de Resíduos de Azambuja”. O processo foi conduzido por duas entidades, a CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, enquanto autoridade coordenadora do licenciamento; e a APA-Agência Portuguesa do Ambiente, enquanto autoridade competente para a tomada de decisão final sobre esse licenciamento ambiental.

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