Sousa deu pontapé de saída para Azambuja alcançar a neutralidade carbónica em 2050

Já assegurou que este será o seu último mandato mas ainda assim Luís de Sousa não quis concluir a sua presidência sem que desse o chamado "pontapé de saída" para que Azambuja alcance a neutralidade carbónica em 2050.

Já assegurou que este será o seu último mandato mas ainda assim Luís de Sousa não quis concluir a sua presidência sem que desse o chamado “pontapé de saída” para que Azambuja alcance a neutralidade carbónica em 2050. Conheçamos melhor então o que é isso da neutralidade de emissões de carbono para a atmosfera e o que Azambuja propõe fazer nesse contexto. 

Luís de Sousa refere: “As alterações climáticas são atualmente uma das nossas maiores ameaças na dimensão ambiental, social e económica. Assistiremos com maior frequência a fenómenos meteorológicos extremos, tais como precipitações intensas que provocam alagamentos, ou ondas de calor que colocam em perigo os nossos idosos“.

Esta realidade é um facto e a coisa promete continuar a agravar-se. O Presidente acrescenta: “Testemunharemos, em maior escala, a ocorrência de secas que causam sérios danos na agricultura e agravam o flagelo dos incêndios. Sem falar na perda irreparável de inúmeras espécies, ou na ameaça de uma subida do nível do mar, com inundações das áreas costeiras e muitas zonas ribeirinhas“.

Ninguém duvida de que o presidente, infelizmente, tem razão e que as nossas vidas serão afetadas. Este será um planeta diferente para as gerações vindouras. E é neste âmbito que Portugal comprometeu-se a atingir a neutralidade carbónica em 2050. Ou seja, um balanço neutro entre as emissões de gases com efeito de estufa e o sequestro de carbono principalmente por parte da floresta.

Tal promessa foi anunciada na Conferência do Clima, em Marraquexe, em 2016. No ano seguinte foi decidido avançar com o desenvolvimento de um Roteiro Nacional para a Neutralidade Carbónica em 2050. Já em 2020 foi também adotado um outro instrumento de política energética e climática, o Plano Nacional Energia e Clima, que entre muitas e variadas ações incentiva os municípios a intervir.

Sousa refere a este propósito: “A situação pandémica que vivemos atualmente está a mostrar-nos o quão decisiva pode ser a mudança de comportamentos e estilos de vida e, pelos piores motivos, estamos e teremos de continuar a adaptar-nos a esta realidade. As alterações climáticas exigem, também elas, uma grande transformação e cada cidadão terá que adaptá-la à sua realidade“.

Desta forma o autarca anuncia que já está em curso o Estudo de Base para o Desenvolvimento do Roteiro para Neutralidade Carbónica de Azambuja para 2050. “Esta será a primeira etapa de um compromisso que assumimos: traçar o caminho para a neutralidade carbónica“, acrescenta o Presidente da Câmara de Azambuja.

Luís de Sousa assegura que Azambuja pretende ser um dos primeiros municípios a ter um Roteiro para a Neutralidade Carbónica que identifique ações e projetos concretos a desenvolver ao nível da energia, transportes, resíduos e agricultura, floresta e outros usos do solo e que torne o Concelho de Azambuja mais sustentável e competitivo.

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