Lar de Quebradas cobra mil euros por idoso mas não tinha equipamentos de proteção individual

O lar de Quebradas que está a braços com um surto de Covid cobra mil euros por mês a cada idoso mas não tinha equipamentos de proteção individual para fazer face a uma situação de emergência como veio a suceder.

A Freguesia de Alcoentre tem hoje um total de 20 casos ativos de Covid-19, um número que “disparou” nas últimas horas devido ao surto verificado no Lar de Idosos Vale Grande Hotel. Luís de Sousa afirma-se receoso de que as funcionárias desta instituição tenham dado inicio a uma cadeia de contágio na aldeia de Quebradas.

O Presidente da Câmara de Azambuja explica aos leitores do Fundamental o motivo das suas preocupações: “Trata-se de uma localidade de pequena dimensão, e as pessoas que ali trabalham e vivem ao redor podem ser veículos de propagação deste vírus pela comunidade“. As próximas horas serão determinantes para avaliar do impacto deste surto em Quebradas.

Recordemos que foram 17 pessoas que testaram positivo neste lar, entre elas uma médica, funcionárias da instituição e a totalidade dos idosos residentes no Vale Grande Hotel. No decorrer da manhã de ontem a Proteção Civil de Azambuja forneceu a este lar viseiras, máscaras, toucas e batas. A instituição não estava preparada com equipamentos de proteção individual, não obstante a pandemia que assola o país e o mundo.

O Fundamental falou com alguém que conhece este lar e alguns dos aspetos inerentes ao seu funcionamento: “As visitas decorriam entre as 15 e as 19 horas e não era exigido aos visitantes qualquer máscara ou distanciamento; quando lá fui levaram-me logo a conhecer os idosos e as instalações, e o dono do lar falou comigo sem qualquer máscara ou proteção“. A nossa fonte pediu anonimato e reserva quanto ao contexto da sua visita àquela instituição.

Refira-se que neste lar privado os idosos pagam cerca de mil euros desde que sejam autónomos, e a este valor acrescem os custos com fraldas e medicação. O Lar Vale Grande Hotel não aceita idosos acamados. Mesmo cobrando estes valores, a instituição não tinha adquirido equipamentos de proteção individual pelo que não estavam preparados para a eventualidade de um surto, como infelizmente veio a suceder.

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VIAAlexandre Silva
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