
O vereador eleito pelo PSD na Câmara de Azambuja foi esta tarde atacado de forma contundente pelo regressado David Mendes, vereador eleito pela CDU no mesmo executivo. Ao representante comunista juntou-se ainda o vice-presidente; Silvino Lúcio frisou mesmo que Corça e o PSD se sentem incomodados com a sua candidatura à Câmara.

A troca de mimos começou quando o eleito social democrata questionou o presidente da câmara sobre um alegado atraso de pagamento da autarquia central à Junta de Freguesia de Aveiras de Cima no âmbito da festa do Torricado. David Mendes, regressado de uma ausência de largos meses, “caiu em cima” de Rui Corça: “Você serve-se de tudo para se promover a si próprio e ao PSD; a Junta de Aveiras não precisa do PSD para a defender”, atacou Mendes.

Em resposta ao eleito comunista, Rui Corça limitou-se a responder com fleuma e esclareceu: “Estava a falar com António Torrão à porta da Assembleia Municipal quando o senhor presidente da junta questionou o presidente da câmara sobre este assunto, que na altura nada respondeu; tendo eu assistido a tudo, é natural que aqui venha questionar se o problema foi resolvido”.

A questão entre Corça e Mendes ficou por aqui mas Silvino Lúcio ainda haveria de entrar em cena para também ele confrontar o representante do PSD na Câmara de Azambuja: “Desde que o senhor percebeu que eu iria ser o candidato do PS que começaram os ataques e as graçolas nos jornais”, referiu o agora vice-presidente, para acrescentar: “O senhor e o seu partido andam incomodados com a minha candidatura”.

Já antes Luís de Sousa tinha acusado Rui Corça de ter uma postura contra as empresas que pretendem instalar-se no concelho. Esta afirmação do autarca líder do executivo surgiu no seguimento da discussão em torno do futuro parque fotovoltaico que a autarquia pretende ver instalado na Quinta da Torre Bela. O executivo municipal retirou a proposta de atribuição de estatuto de utilidade pública que foi apresentada na última reunião da Assembleia Municipal, realizada na passada quinta-feira.

Luís de Sousa explicou as razões pelas quais decidiu retirar a proposta, sem a aprovação da qual não haverá parque fotovoltaico: “Surgiram-me algumas dúvidas no decorrer de uma reunião que tive com os partidos representados na Assembleia Municipal, e considerei que o melhor seria esclarecer devidamente tais dúvidas”. O autarca acrescentou a este propósito: “A prudência não fica mal a ninguém e iremos reunir documentação adicional para trazer de novo o assunto à reunião de câmara”.
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