
A direcção liderada por José Manuel Franco conseguiu limpar as dívidas da CERCI em apenas seis meses de mandato. De acordo com o presidente daquela instituição sediada em Azambuja, a CERCI também já não tem quaisquer encargos bancários e ainda aumentou para 650 euros os vencimentos mais baixos dos seus colaboradores.

Foi o próprio Franco quem o transmitiu ao Fundamental, por ocasião dos seis meses de mandato que foram assinalados a 14 de Agosto. “Hoje a CERCI tem zero dívidas e não tem qualquer encargo bancário“, afirmou, relembrando que a instituição há cerca de um ano contabilizava 600 mil euros de dívidas. “Há um ano estávamos a discutir dívidas e atrasos de pagamentos e hoje estamos a falar de projectos para o futuro com as contas totalmente liquidadas e em dia“, fez questão de recordar José Franco.

De acordo com o dirigente, o segredo foi simples: “Quando precisámos de 10 fomos à procura de 15; foi uma tarefa exigente, mas que conseguimos alcançar“, reforça. José Manuel Franco adianta que ontem, quinta-feira, foram pagos 30 mil euros que ainda eram devidos a bancos a cerca de 38 mil euros que estavam em falta para com a Fenacerci – Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social.
“A CERCI já tinha a situação controlada como, de resto, sempre foi dito, mas no dia de ontem iniciámos realmente uma nova etapa e hoje estamos a discutir projectos de futuro com a Segurança Social e com outras instituições“, refere Franco. A CERCI de Azambuja tem neste momento 81 funcionários e o ordenado mínimo na instituição já tinha sido actualizado para 650 euros pela actual direcção, um valor acima do ordenado mínimo nacional.

Recorde-se que ainda paira sobre a nova direcção o espectro da Providência Cautelar que foi avançada após derrota nas eleições de 7 de Fevereiro, quando então Vasco Ramos concorreu com a lista liderada por José Manuel Franco. A candidatura de Vasco Ramos pretende anular as eleições das quais resultou a vitória da lista de Franco, alegando ter-lhe sido negado o acesso à listagem dos cooperadores no período que antecedeu o sufrágio.
Refira-se que a Providência Cautelar suspende os plenos poderes da actual direcção, ficando esta com a possibilidade de realizar apenas actos de gestão corrente. Neste momento a direcção de Franco não pode renegociar ou celebrar quaisquer contratos, despedir nem contratar ninguém, sequer candidatar-se a Fundos Comunitários. Mesmo condicionados pelo referido instrumento jurídico, a actual direcção arregaçou mangas e em seis meses mostrou serviço de qualidade.

Agora a direcção da CERCI ainda aguarda o desfecho da Providência Cautelar que caso seja decretada dará possibilidade a Vasco Ramos de intentar uma acção com vista à substituição da respectiva direcção, sendo que esta poderá demorar entre um a dois anos a ser resolvida. Enquanto isso, José Manuel Franco e a sua equipa vão fazendo aquilo que realmente importa para a CERCI: tocar a instituição para a frente, governa-la a assegurar o seu futuro.

















