
A saúde continua a ser uma das áreas mais carenciadas no município de Benavente. Uma delegação da Comissão de Utentes deste concelho entregou recentemente cópias do abaixo-assinado de utentes no ministério da Saúde, na Presidência da República e na Presidência da Assembleia da República, reclamando a resolução de um conjunto de problemas “que já se arrastam há demasiado tempo e demasiados governos”, segundo os responsáveis por este movimento. As queixas apontam para um quadro de pessoal nas várias especialidades e áreas incompleto há mais de 5 anos, para além de referirem um conjunto de mais de 8 mil utentes sem médico de família em três freguesias. Ou seja, cerca de 70% dos utentes inscritos nessas freguesias não têm médico de família e ficam sujeitos às consultas de recurso com médicos de uma empresa de trabalhos temporários, que ainda por cima faltam muitas vezes ao serviço, segundo a CUCB, e que para além de tudo não estão capacitados para consultas de especialidades, tais como materno-infantil, diabetes e outras doenças crónicas. A Comissão fala igualmente de instalações que carecem de manutenção nuns casos e de ampliação em outros, bem como a necessidade de se proceder à substituição de mobiliário. Os utentes de Benavente reivindicam, entre outros aspectos, e citamos: “o restabelecimento do funcionamento das Extensões de Saúde de, Barrosa, Foros de Almada, e Biscainho/Foros da Charneca, conforme consta na Lei e com os horários e moldes em que funcionaram até ao seu encerramento, e melhorado o funcionamento da Extensão de Saúde de Santo Estêvão”.
















