
A apresentação da lista candidata à Concelhia das Mulheres Socialistas de Azambuja teve lugar no final da tarde de ontem, sexta-feira, mas a cerimónia está envolta em polémica. Luís de Sousa discursou e colocou em causa a utilidade deste organismo criado pela estrutura nacional do PS. Inês Louro lamenta que o presidente tenha sido corrosivo em relação às Mulheres Socialistas de Azambuja.
De acordo com Inês Louro, a presidente desta nova estrutura, “a apresentação da lista candidata à Concelhia das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos de Azambuja veio a revelar-se um momento de extrema importância”. Inês, que também é presidente da Junta de Freguesia de Azambuja, acrescentou: “Tratou-se da apresentação pública de um projecto novo, o que tornou o mesmo mais conhecido”.
A autarca complementou, afirmando que por se tratar de uma novidade ao nível da estrutura partidária socialista local seria relevante explicar a sua importância, o seu projecto e apresentar a sua equipa. “Foi também uma oportunidade de recrutamento de novas militantes que quiseram participar nesta cerimónia e identificaram-se com a causa”, refere a advogada de Azambuja. Refira-se que foram apresentadas 11 novas militantes. Senhoras, para que conste.
Quem não terá dado grande relevância ao projecto das Mulheres Socialistas de Azambuja terá sido Luís de Sousa, o próprio Presidente da Câmara, eleito… pelo Partido Socialista. O autarca colocou em causa a utilidade desta estrutura, e terá mesmo afirmado no seu discurso que, e citamos, “muito honestamente não percebo porque é que é necessária uma concelhia de mulheres”.
Luís de Sousa terá dito também que a existência desta nova estrutura não fazia qualquer sentido. O autarca garantiu não estar de acordo com a criação deste organismo das Mulheres Socialistas de Azambuja.
Já Inês Louro ficou desolada com a intervenção pública de Luís de Sousa. “Tenho pena que alguém com enorme responsabilidade nos desígnios do concelho não perceba a importância duma estrutura só de mulheres a nível concelhio, tendo inclusive sido bastante crítico em relação à criação da mesma”, refere a Presidente desta nova estrutura.
Relembre-se que Inês Louro e Luís de Sousa não têm sido particularmente os “camaradas” mais chegados. Presidente da Freguesia de Azambuja e presidente da autarquia local foram protagonistas de episódios recentes de conflito de opinião e posições extremadas em relação a assuntos no contexto da relação entre Município e Freguesia. Luís de Sousa reclama a Inês “fidelidade partidária” tendo em conta o seu próprio conceito politico; a advogada contrapõe com a defesa dos interesses dos seus fregueses e assegura que é fiel… ao Partido Socialista.
Ainda sobre a intervenção de Luís de Sousa no decorrer da cerimónia de ontem, Inês Louro garante: “acredito que após a nossa explicação e, principalmente, creio que através da nossa actuação futura venham a perceber a pertinência duma estrutura de Mulheres, tenham eles (os homens) mais ou menos responsabilidade concelhia”.
A eleição da Concelhia das Mulheres Socialistas de Azambuja está agendada para o final deste mês de Janeiro, concretamente para dia 31. Tratando-se de uma lista única, a vitória de Inês Louro está garantida. No mesmo dia a Concelhia de Azambuja do Partido Socialista também se apresenta a sufrágio, com Silvino Lúcio a liderar igualmente uma lista única. Mista, para que conste.
























