
Desnorteado é bem capaz de ser a palavra certa para descrever a postura de Luís de Sousa nesta guerra aberta com Inês Louro. O presidente da Câmara de Azambuja aproveitou a reunião pública realizada ontem no Edifício dos Paços do Concelho para adensar o clima de guerrilha que já ferve entre si e a autarca líder da freguesia azambujense. Luís de Sousa disse, a propósito da reivindicação de Inês Louro no contexto de dois supostos funcionários que estão em falta nos quadros da Junta de Freguesia, que tal não corresponderia à verdade, uma vez que, e segundo Sousa, a Câmara de Azambuja apenas deve um funcionário à freguesia. E justificou a reivindicação de dois funcionários por parte de Inês Louro de uma forma… insólita.

É que segundo Luís de Sousa, a presidente da Freguesia de Azambuja refere-se a dois funcionários porque pretende meter a trabalhar na junta o seu próprio cunhado. Recorde-se que Inês Louro protagonizou uma intervenção assertiva na passada quinta feira, aquando da última Assembleia Municipal realizada em Aveiras de Cima. Inês Louro revelou que a autarquia central é devedora de cerca de 38 mil euros à Junta de Freguesia a que preside, alegando ter sido por essa razão que a junta não teve quaisquer possibilidades de garantir a limpeza das ruas de Azambuja após a realização da Feira de Maio. Luís de Sousa aproveitou a questão para atirar com as responsabilidades para cima da autarca advogada, e fê-lo publicamente nas reuniões do executivo que se seguiram à realização do certame, o que caiu muito mal a Inês Louro, que se queixou de falta de solidariedade. Não esquecer que Louro é líder da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Azambuja. Ou seja, do mesmo partido do presidente Sousa… “isto é que vai uma crise… prá esquerda”, lá diriam os saudosos Camilo e Ivone.

















