Alenquer: sócios do Clube Taurino absolvidos em tribunal ameaçam com acções contra ex-dirigentes

Clube Taurino Alenquerense em conflito desde 2015: a justiça indeferiu a providência cautelar interposta pelos antigos dirigentes Pedro Moreira, Eurico Borlido e Alexandre Barros Ventura e absolveu todos os visados pela dita providência, entre eles o próprio Clube Taurino.

A justiça indeferiu a providência cautelar interposta pelos antigos dirigentes Pedro Moreira, Eurico Borlido e Alexandre Barros Ventura e absolveu todos os visados pela dita providência, entre eles o próprio Clube Taurino.

O conflito que desde 2015 opôs alguns associados aos directores de então do Clube Taurino Alenquerense poderá ter agora conhecido um desenvolvimento decisivo. A justiça indeferiu a providência cautelar interposta pelos antigos dirigentes Pedro Moreira, Eurico Borlido e Alexandre Barros Ventura e absolveu todos os visados pela dita providência, entre eles o próprio Clube Taurino.

A mesma instância judicial indeferiu definitivamente o pedido de impugnação da Assembleia Geral de 6 de Agosto de 2015, considerando-a totalmente válida e de acordo com a lei e os estatutos do Clube Taurino. Está assim arrumado, para já, o braço de ferro que durava desde há quatro anos e que condicionou significativamente o dia-a-dia desta colectividade alenquerense.

O Clube Taurino Alenquerense emitiu um comunicado de imprensa através do qual dá conta de que, e citamos, “iniciar-se-á muito em breve um novo ciclo da vida do Clube Taurino, o qual será levado a cabo por um significativo grupo de aficionados do concelho que já se disponibilizaram para fazer parte dos órgãos directivos”.

De acordo com os actuais dirigentes do Clube Taurino, são três os objectivos fundamentais da direcção neste novo ciclo de vida: “funcionamento do Grupo de Forcados; reabertura da sede social; e honrar e pagar as dívidas e os compromissos assumidos pelas anteriores direcções, de forma a devolver ao Clube Taurino o seu bom nome, prestígio e reputação que gozou entre todos os aficionados”.

Recorde-se que a 6 de Agosto de 2015 um grupo de associados do Clube Taurino decidiu, de acordo com as suas próprias palavras que citamos, “colocar fim à inércia e à gestão ruinosa que a direcção presidida por Alexandra Ventura empreendeu no CTA”. A nota de imprensa relembra que os associados do Clube Taurino Alenquerense decidiram destituir os antigos dirigentes e eleger uma comissão administrativa.

O mesmo comunicado de imprensa acrescenta: “Inconformados com a destituição, os antigos membros dos órgãos sociais Pedro Moreira, Eurico Borlido e Alexandre Barros Ventura, acompanhados do cidadão Pedro da Cunha Menezes, intentaram uma providência cautelar para impugnar a deliberação que instituiu a Comissão Administrativa e, na sequência da providência cautelar, intentaram a acção principal com o mesmo fim”.

Só que Pedro Moreira, Eurico Borlido e Alexandre Barros Ventura não foram bem sucedidos, conforme explica a nota de imprensa: “Há cerca de dois anos o Juízo Local Cível de Alenquer indeferiu a providência cautelar e absolveu todos os visados, entre eles o próprio Clube Taurino”. Refira-se ainda que a mesma instância judicial, por sentença já transitada em julgado, indeferiu definitivamente o pedido de impugnação da Assembleia Geral de 6 de Agosto de 2015, considerando totalmente válidas as deliberações que então foram tomadas.

De acordo com a decisão judicial em causa, caíram igualmente por terra os pedidos de indemnização formulados pelos ex-dirigentes contra os membros da actual comissão administrativa. “O Clube Taurino Alenquerense pode agora retomar em pleno a sua vida associativa, nomeadamente exigindo junto da Associação Nacional de Grupos de Forcados (ANGF) o reconhecimento da sua condição de associado, condição essa que, de forma inequívoca e expressa, a sentença judicial reconhece”, referem ainda os actuais dirigentes do CTA.

Mas a guerra promete não ficar por aqui e ainda muita água poderá correr por baixo da ponte. “Os visados, individual ou colectivamente, podem agora tomar as acções que entendam convenientes contra os ex-dirigentes, bem assim como o próprio Clube Taurino Alenquerense pelos graves prejuízos que lhe foi causado”, referem os actuais dirigentes do CTA. É aguardar pelos próximos capítulos deste desentendimento… taurino.

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VIAAlexandre Silva
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