

Refira-se que boa parte deste exercício alusivo às contas de 2025 ainda aconteceu durante o mandato anterior, quando a autarquia era presidida por Pedro Folgado, o que aconteceu até 1 de novembro – o atual executivo só tomou posse a 2 do penúltimo mês do ano. Nas contas de 2025 registou-se um aumento da despesa em cerca de 1,8 milhões de euros comparativamente a 2024. Nicolau referiu a este propósito que a área social constituiu a prioridade do município durante o ano de 2025, e falou igualmente do impacto causado pelo aumento dos combustíveis nos gastos da edilidade.
As contas de 2025 da Câmara de Alenquer espelham um resultado líquido positivo na ordem do milhão e 600 mil euros. João Miguel Nicolau destaca igualmente o indicador alusivo à autonomia financeira do município, cujo valor percentual se cifra em 92%. Tiago Pedro votou o documento favoravelmente, o que em coerência dificilmente aconteceria de outra forma uma vez que o eleito agora independente era vice-presidente de Pedro Folgado em 2025.
Carlos Sequeira foi fiel ao seu sentido de voto mais comum nas grandes decisões e votou contra a proposta. O eleito do CHEGA justificou o seu voto contra apontando “problemas estruturais nas contas municipais”. De acordo com Carlos Sequeira, o Município de Alenquer apresenta gastos excessivos com funcionários da autarquia, o que condiciona a capacidade de investimento da Câmara.
Já o eleito do PSD, Francisco Guerra, esteve alinhado com Filipe Rogeiro e ambos abstiveram-se nesta votação. “Estas contas refletem uma política que não é a nossa política”, afirmou o filho do histórico Manuel Guerra. Os vereadores do PSD garantiram estar preocupados com o saldo de gerência: “Os cerca de 7 milhões de euros em caixa correspondem a projetos que ficaram por concretizar”, afirmou Guerra, sendo que João Nicolau desdramatizou o valor do saldo, considerando o mesmo aceitável desde que não suba para valores demasiado elevados.






















