Azambuja: Carlos Fonte vira costas ao CHEGA – deputado arrasou vereadora de Coimbra por ter feito o mesmo

Carlos Fonte já não representa o partido CHEGA na Assembleia Municipal de Azambuja. A rutura com o partido liderado localmente por Briana Batalha foi comunicada ao presidente da Assembleia, Gonçalo Simões. Este organismo está reunido nesta noite de sexta-feira em Vale do Paraíso e Fonte participa na mesma já na condição de independente.

Carlos Fonte já não representa o partido CHEGA na Assembleia Municipal de Azambuja. O eleito de Tagarro continuará com assento neste órgão autárquico mas na condição de independente. A rutura com o partido liderado localmente por Briana Batalha foi transmitida ao presidente da Assembleia Municipal, órgão que está reunido esta noite de sexta-feira em Vale do Paraíso.

Ainda recentemente Carlos Fonte criticava publicamente Maria Lencastre Portugal, vereadora eleita pelo CHEGA em Coimbra, por ter tomado exatamente a mesma decisão na autarquia conimbricense. “Mais uma que se serviu do partido para ser eleita; tivesse concorrido como independente e veríamos se era eleita”, escreveu Carlos Fonte a 11 de janeiro a propósito da rutura da vereadora eleita pelo partido de Ventura. A este propósito Fonte ainda acrescentou: “Demita-se e deixe entrar o segundo da lista que foi eleito pelo partido”. E ainda reforçou: “Só oportunistas”.

Menos de dois meses após esta tomada de posição sobre uma colega de partido, eis que Carlos Fonte faz exatamente o mesmo: demite-se do CHEGA mas não sai da Assembleia Municipal de Azambuja. Para ser coerente com a sua própria posição em relação à eleita de Coimbra, Fonte terá de apresentar demissão deste organismo local e permitir, dessa forma, que seja substituído pelo elemento seguinte da lista do partido fundado por Ventura.

Recordamos que na última sessão da Assembleia Municipal Carlos Fonte foi autor de uma intervenção na qual considerou haver suspeitas sobre alguns eleitos do Partido Socialista em órgãos autárquicos do concelho. Fonte falou em supostas incompatibilidades no exercício de funções públicas. O então eleito do CHEGA assegurou que tinha enviado uma exposição ao Ministério Público e à Inspecção-Geral de Finanças com o propósito de serem clarificadas as supostas incompatibilidades.

A intervenção de Fonte incendiou os eleitos socialistas com responsabilidades nos diversos órgãos autarquicos no Concelho de Azambuja. Não demorou muitas semanas e eis que o homem já debandou do partido, aparentemente em conflito com a direção local do CHEGA, escassos quatro meses após a eleição e tomada de posse, naquele que configura ser mais um cenário de um eleito do CHEGA a virar costas ao eleitorado que lhe confiou o voto a 12 de outubro de 2025, depois da própria Inês Louro o ter feito logo após as eleições – nem sequer tomou posse, desta forma não honrando os 1820 eleitores que nela depositaram o seu voto e confiança. Inspirados numa causídica conceituada da nossa praça, apetece-nos dizer que se trata do “politicolixo” no seu melhor.

;
VIAAlexandre Silva
COMPARTILHAR