
A reunião do executivo municipal de Alenquer que teve lugar na manhã desta segunda-feira, dia 23 de fevereiro, marcou o arranque oficial do processo de formação da futura empresa municipal que vai gerir o setor da água, saneamento e recolha de resíduos no concelho. Em concreto foi votada e aprovada pelos eleitos do PS com a abstenção dos restantes vereadores a proposta relativa ao início de procedimento para a constituição desta entidade.
João Miguel Nicolau introduziu o tema e referiu que empresa terá como propósito o fornecimento de água aos munícipes, a gestão da área do saneamento e o assegurar da recolha e gestão dos resíduos sólidos urbanos. O presidente da Câmara de Alenquer informou que teve lugar uma reunião com o professor Poças Martins, o conhecido técnico que foi responsável pelo estudo do contrato entre Município e Águas de Alenquer.
João Miguel Nicolau referiu a este propósito que Poça Martins produziu e forneceu um relatório que versou sobre a criação desta empresa. De acordo com o especialista, a prioridade passará por o município, através desta empresa, ficar responsável pela recolga dos resíduos sólidos urbanos (RSU) e num patamar posterior – quando a concessão terminar – também responsável pela gestão do fornecimento de águas e saneamento.
Nicolau referiu igualmente que nesta reunião do executivo o que esteve em causa para ser objeto de votação prende-se com a realização de um estudo mais concreto que conduza à viabilidade de concretização da empresa. Já Tiago Pedro reforçou a sua confiança em Poças Martins, o que não estranha uma vez que este especialista foi contratado pelo executivo de Pedro Folgado em mandatos anteriores, dos quais o eleito do MAI fez parte, inclusive como vice-presidente do agora retirado presidente.
Francisco Guerra também se pronunciou sobre este ponto da ordem de trabalhos e afirmou que o relatório sobre a viabilidade económica desta empresa, assunto trazido à discussão por Tiago Pedro, deveria ter sido levado a cabo “antes do PS ter incluido o ponto no programa eleitoral”, citando o líder do TODOS. “Esta medida estava no programa do PS, no qual os munícipes confiaram assim como confiaram no presidente, pelo que não será pelo PSD que este assunto não irá avançar”, afirmou ainda Francisco Guerra.























