João Nicolau e as tempestades que assolaram Alenquer: “Somos impotentes perante estes eventos climáticos”

Tal como prometido, esta é a entrevista de João Miguel Nicolau ao Fundamental Canal, gravada um dia após o sismo que teve epicentro precisamente a cerca de 4 quilómetros da Vila de Alenquer e que foi suficiente para partir um vidro no edifício da câmara para além de ter assustado milhares de pessoas na região. O presidente da autarquia faz o balanço dos eventos climáticos que deixaram um rasto de destruição no concelho nas últimas semanas.

Tal como prometido, esta é a entrevista de João Miguel Nicolau ao Fundamental Canal, gravada um dia após o sismo que teve epicentro precisamente a cerca de 4 quilómetros da Vila de Alenquer e que foi suficiente para partir um vidro no edifício da câmara para além de ter assustado milhares de pessoas na região. O presidente da autarquia faz o balanço dos eventos climáticos que deixaram um rasto de destruição no concelho e que levaram João Nicolau a pedir ao governo que incluísse Alenquer no Estado de Calamidade.

“Acabamos por ser impotentes perante estes eventos climáticos”, afirmou Nicolau, que confessou viver por estes dias num estado emotivo causado pelo sofrimento e pelo sentimento de perda de muitos alenquerenses. “Necessitamos de entre 12 a 14 milhões de euros para voltarmos a repor estradas, construir taludes, repor telhados e reconstruir a escola de Aldeia Gavinha e outras estruturas danificadas”, assegurou o presidente da autarquia, que deixou a família em estado de nervos quando saiu da cama às 4 da madrugada para ir ver como estava o Rio na zona da Ponte da Bemposta em pleno desenrolar dos eventos que deixaram também Alenquer em alerta total.

João Miguel Nicolau manifesta preocupação sobretudo com os privados que viram as suas casas destruídas ou severamente danificadas. “Pedimos ao Governo o Estado de Calamidade sobretudo para ajudarmos as pessoas a fazer face aos prejuízos nas suas casas, que ficaram destruídas e inabitadas, mas até este momento continuo a não ver respostas para estas pessoas”, afirmou Nicolau, visivelmente emocionado, complementando: “O que é que uma pessoa que perdeu tudo, com prejuízos de 200 mil euros, pode fazer com os 10 mil euros prometidos para estas situações?”.

João Nicolau relembra nesta entrevista que a Estrada Nacional 9 (Alenquer – Merceana) ainda está cortada devido à queda de grandes massas de terra. “Temos estado em contacto permanente com a Infraestruturas de Portugal para que esta situação seja resolvida, assim como a situação da Estrada Nacional 115 em Vila Verde dos Francos, situação que vai levar mais tempo a ser resolvida porque estamos a falar de um abatimento de grande dimensão”, referiu o edil.

De resto, João Miguel Nicolau ainda afirmou neste contexto: “Temos várias estradas municipais interditas, que a pouco e pouco estamos a repor, para restabelecermos a normalidade o mais rápido possível, mas a reposição total destas estruturas vai demorar vários meses”. Aqui fica a entrevista de João Miguel Nicolau ao Fundamental Canal com o balanço das intempéries no Concelho de Alenquer e a visão pós-eventos climáticos do Presidente da Câmara de Alenquer.

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VIAAlexandre Silva
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