Alenquer e a calamidade: executivo vai reunir à porta fechada para reanalisar Orçamento Municipal

O Executivo Municipal de Alenquer vai reunir brevemente à porta fechada para reanalisar e eventualmente reajustar o Orçamento Municipal já aprovado para 2026 na sequência da intempérie que deixou rasto de destruição acentuado no território do concelho. A sugestão foi apresentada pelo vereador Tiago Pedro (MAI) e prontamente aceite pelo presidente da autarquia, João Miguel Nicolau.

O Executivo Municipal de Alenquer vai reunir brevemente à porta fechada para reanalisar e eventualmente reajustar o Orçamento Municipal já aprovado para 2026 na sequência da intempérie que deixou rasto de destruição acentuado no território do concelho. A sugestão foi apresentada pelo vereador Tiago Pedro (MAI) e prontamente aceite pelo presidente da autarquia, João Miguel Nicolau, no decurso da reunião do executivo a decorrer na manhã desta segunda-feira.

O eleito do Movimento Alenquer Independente reconheceu a valia da ação da Proteção Civil no terreno durante os últimos dias, verdadeiramente caóticos em boa parte do território do Concelho de Alenquer. Tiago Pedro reconheceu igualmente o papel ativo do presidente da autarquia no teatro de operações e elogiou a ativação do Plano Municipal de Emergência. Pedro disse ainda estar preocupado com os danos causados na rede de abastecimento de água pelas tempestades dos últimos dias.

Na sequência da sua intervenção, o antigo vereador e até vice-presidente de Pedro Folgado no anterior mandato sugeriu que o executivo possa reunir à porta fechada para reanalizar e possivelmente redefinir o Orçamento Municipal, tendo em conta a necessidade que o Município de Alenquer vai enfrentar para poder ter capacidade de resposta às muitas solicitações de auxilio que já existem e vão continuar a surgir no contexto da devastação que infelizmente atingiu o Concelho. João Miguel Nicolau, o presidente da autarquia, aceitou a sugestão de Tiago Pedro e afirmou que a reunião será agendada.

A sucessão de tempestades que ocorreu nos últimos dias deixou um rasto de destruição nas estruturas e em habitações no território do Concelho de Alenquer, com particular destaque na região da Mata, na União de Freguesias de Aldeia Galega da Merceana e Aldeia Gavinha mas de uma forma geral em todo o território do Concelho, onde muitas foram as estradas que ruiram e ficaram intransitáveis e igualmente numerosas foram as habitações que ficaram danificadas e inabitáveis.

Recordamos que o município solicitou ao governo de Portugal o Estado de Calamidade para o Concelho de Alenquer, tendo João Miguel Nicolau justificado o pedido deste estatuto como forma de Alenquer beneficiar dos apoios destinados aos territórios abrangidos pela calamidade climática. “A situação no Concelho de Alenquer resultante da ação das intempéries traduz-se em estragos avultados. Será necessário muito tempo para repor o Concelho de Alenquer no estado em que se encontrava antes das sucessivas tempestades”, afirmou o presidente da autarquia.

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VIAAlexandre Silva
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